Comissões da Alerj solicitam informações à Casa Civil sobre o novo campus da UEZO

As Comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) irão enviar um ofício à Casa Civil solicitando informações sobre a desapropriação do prédio da Faculdade Integrada Moacyr Sreder Bastos, na Zona Oeste do Rio, que será o futuro Campus da Fundação Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo). A medida foi anunciada nesta terça-feira (25/05), durante audiência pública conjunta das comissões. Segundo o presidente da comissão de Ciência e Tecnologia, deputado Waldeck Carneiro (PT), o presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), já se comprometeu a doar recursos do Legislativo para a realização desta desapropriação.

“Vou ligar ainda hoje para o secretário da Casa Civil. Precisamos saber em que pé está essa situação. Com os recursos da Alerj já será possível começar a desapropriação do prédio e, depois, avançar nas medidas de adequação do novo espaço. O que não podemos permitir é que esse processo fique preso na Casa Civil. Dificilmente vamos encontrar uma localização tão adequada como esta”, informou Waldeck.

Criada há 16 anos, a Uezo nunca contou com campus próprio, lamentou a reitora da universidade, Luana Moraes. Ela ainda lembrou que, ao todo, trabalham cerca de 150 funcionários na instituição – e todos trabalham sem plano de cargos, carreiras e salários. “Pode parecer repetitivo, mas é importante que ela seja consolidada. Para que isso aconteça é preciso que a Uezo tenha um campus próprio. Isso é exigido pelos órgãos de controle e só assim vamos conseguir pleitear direitos para os nossos servidores”, explicou Luana.

A reitora também destacou que a Uezo não conta com um quadro permanente de técnicos científicos e não pode pagar bolsas aos alunos cotistas. “Essas sempre foram premissas dos nossos planos de gestão, mas entendemos que estamos em uma situação delicada desde que aderimos ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). No entanto, não diferente das demais universidades, o nosso papel também é difundir a educação, e precisamos que os nossos direitos sejam garantidos, como acontece na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)”, afirmou Luana.

O professor da instituição Dário Silva lembrou que mesmo com esses desafios as aulas nunca deixaram de ser ofertadas, ainda que na pandemia. “Continuamos exercendo nosso trabalho de forma remota. Porém, outro problema nos assola desde 2020, pois o auxílio transporte foi cortado no início da pandemia, mas passamos a gastar mais com luz, internet e materiais de escritório, trabalhando de casa, e nunca fomos reembolsados por isso. Seria interessante que voltássemos a receber esse benefício”, solicitou Dário.

Em resposta, o presidente da Comissão de Educação, deputado Flávio Serafini (PSol), concordou com a sugestão do professor. “Esse pedido tem muita razoabilidade. Vamos conversar com a Casa Civil para entender se é possível transformar esse auxílio em outro benefício temporário, já que essas despesas existem. Vamos dialogar e pensar o que podemos fazer”, garantiu o parlamentar.

O subsecretário de Ensino Superior e Inovação da Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECT), Edgar Leite Ferreira, se mostrou disposto a ajudar na questão. “Entendemos que essa é uma via política. Concordamos com essa solicitação, mas é preciso que o Comitê de Recuperação Fiscal da Sefaz analise uma forma de fazer esse ajuste sem ferir o Regime”, concluiu Ferreira.

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