Comércio terá que abrir mais tarde a partir desta sexta-feira na cidade do Rio; bares e restaurantes têm horário ampliado

Começa a valer nesta sexta-feira (12) o novo decreto da Prefeitura do Rio com medidas de restrição para conter o avanço do coronavírus, que ficará em vigor até o próximo dia 22. Parte das regras foi flexibilizada em relação à determinação municipal da semana passada: quiosques da orla vão voltar a abrir e ambulantes poderão atuar nas praias. Já bares e restaurantes, que tinham que fechar às 17h desde o dia 5, poderão ficar abertos até as 21h. A grande mudança está no escalonamento de horário de algumas atividades para evitar aglomeração nos transportes. O setor de prestação de serviços vai funcionar das 8h às 17h; as repartições públicas, das 9h às 19h; e o comércio em geral, incluindo shoppings, das 10h30 às 21h.

A permanência — não a circulação — em ruas e espaços públicos das 23h às 5h continua proibida. Segundo o prefeito Eduardo Paes (DEM), a decisão de prorrogar o decreto, que só valeria até ontem, foi tomada porque, na última semana, a média móvel diária de atendimentos nas emergências públicas, calculada com base em sete dias, subiu 20%. Também houve aumento de 11% na média de internações por Covid na cidade.

— Não vamos ficar esperando lotar as emergências para fazer alguma coisa. Os números hoje apontam para uma situação difícil daqui a um tempo. Tivemos no ano passado em torno de três mil pessoas na cidade que perderam a vida na maca, não puderam ser atendidas. Não vamos ficar esperando lotarem as emergências, e as pessoas começarem a morrer — disse o prefeito.

Paes afirmou que o município não será condescendente com os bares e restaurantes que descumprirem o novo horário. Em caso de desrespeito, eles vão ser fechados por duas semanas. E, se houver reincidência, o alvará pode ser cassado em definitivo.

— Demos uma flexibilizada nas regras de funcionamento dos restaurantes e bares. Vão poder funcionar até 21h e depois não vai ser permitido o consumo nesses locais. Nós identificamos que as duas áreas com mais transmissão são o transporte e bares e restaurantes pela interação das pessoas. As medidas da semana passada foram importantes, úteis, necessárias e respeitadas — analisou Paes, que não descarta adotar restrições mais rígidas em alguns locais. — Se identificarmos que em alguma área temos uma maior aglomeração, podemos tomar medidas para aquele perímetro.

Para Paes, as restrições adotadas desde o dia 5 reduziram drasticamente a circulação de pessoas na cidade. Mas, segundo ele, “algumas medidas foram exageradas”:

— Tomamos medidas radicais (na primeira versão do decreto). Entendemos que flexibilizar um pouco não terá problema. Mas nessas regras, podemos voltar atrás. Buscamos adequar a possibilidade de restringir e preservar vidas com a geração de empregos. Algumas medidas, acredito que foram exageradas. Como o restaurante podia até ir até 17h e o quiosque não? Vamos ajustando à realidade, flexibilizando ou radicalizando.

A mudança no horário de funcionamento em setores da economia, segundo a prefeitura, foi baseada no número de trabalhadores de cada segmento e nos horários de pico nos transportes públicos.

— É uma tentativa de diminuir a pressão sobre os transportes públicos. A ideia é que as pessoas peguem o transporte em horários diferentes, mas podemos mudar as regras caso se observe um comportamento inadequado de algum setor — avisou Paes.

Lata de sardinha: passageiros se espremem num ônibus do BRT Transoeste Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo / 04.03.2021

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