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Com 19 trocas de técnicos, Brasileirão pode superar a pior marca dos pontos corridos

O Brasileirão chegou ao fim da primeira metade na última segunda-feira. E em 19 rodadas, os clubes mudaram de técnicos em 19 oportunidades – média de uma por jornada. Apenas seis times não mudaram de treinador durante o período do Campeonato Brasileiro. Os cinco primeiros colocados – São Paulo, Internacional, Flamengo, Grêmio e Atlético Mineiro; além do Cruzeiro de Mano Menezes.

O treinador do Cruzeiro, aliás, é o técnico de clube de Série A há mais tempo no cargo. Ele está na Raposa desde julho de 2016 (cerca de 750 dias). Renato Gaúcho é outro ferrenho comandante, com mais de 700 dias à frente do Grêmio.

A média alta de troca de treinadores em 2018 é tão alta que pode superar a marca de 2015 e ser o período com mais mudanças de técnicos da era dos pontos corridos (a partir de 2003). Em 2015, foram 32 trocas de comando em 38 rodadas. Apenas o campeão Corinthians, dirigido por Tite, não trocou de técnico naquele ano.

Os comandantes das equipes, porém, acreditam que as substituições nos cargos são excessivas. O técnico corintiano Osmar Loss lembrou que é uma questão cultural no Brasil.

– Se mexe em função de buscar novidades, buscar melhores rendimentos, melhores resultados, mas efetivamente acho que nos temos que mudar.Nem sempre um resultado ruim é o que vai desencadear uma temporada ruim.

O técnico Tite afirmou que é preciso uma mudança no cenário brasileiro para que os trabalhos possam ter mais resultados e ocorram menos trocas.

– Há necessidade de mudança. Não dá para desenvolver um trabalho. Não dá para vocês da imprensa avaliarem o trabalho… como vai avaliar o trabalho do cara com 5 jogos, 10 jogos, sem uma sequencia?

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