Codim melhora a acessibilidade no atendimento às mulheres com deficiência em Niterói

A Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim), em conjunto com a Secretaria de Acessibilidade, fechou um pacote de ações de inclusão para auxiliar mulheres com necessidades especiais a acessarem os equipamentos de atendimento. O objetivo é melhorar o acesso e a comunicação com esse público. A Codim foi o primeiro equipamento público a distribuir tablets assistivos nos seus equipamentos de atendimento como a Sala Lilás e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam). Além disso, o Ceam está passando por uma ampla reforma, revitalizando todos os espaços e tornando acessíveis com a implantação de rampas, piso tátil e a construção de um banheiro adaptado para mulheres portadoras de deficiência locomotora.

A Coordenadora da Codim, Fernanda Sixel, destacou que esse pacote de acessibilidade é um grande passo na melhoria do atendimento e no acesso aos equipamentos.

“Essa é uma demanda fundamental para nossa Coordenadoria. Algumas mulheres deficientes ainda sofrem com o analfabetismo da linguagem de sinais e essa ação contribuirá com a escrita, gravação de vídeos e criação de protocolos que as ajudarão no relato dos fatos e no atendimento com as nossas equipes técnicas. O Ceam e a Sala Lilás já cumprem um papel importante na proteção e garantia dos direitos das mulheres e a inclusão, através da acessibilidade, vem potencializar nossas ações, incluindo e acolhendo essas mulheres”, explicou Fernanda.

Na última sexta-feira (28), as equipes do Ceam e da Codim participaram do primeiro workshop de Língua Brasileira de Sinais (Libras), promovido pela Secretaria de Acessibilidade e ministrada pelas intérpretes Drielle Hipólito e Janete Flores, junto da diretora geral da Secretaria de Acessibilidade, Carol Basílio. O treinamento ainda contou com uma palestra de uma convidada surda, Mariane Souza, que falou um pouco da sua história. As funcionárias tiveram contato com um material básico da língua e a secretaria fará mais dois workshops com as equipes, além de um treinamento, nas próximas semanas, para iniciar a utilização do tablet. A assistente virtual que auxiliará as atendentes ganhará um nome que será escolhido pela sociedade civil por meio de consulta pública na plataforma Colab, já utilizada pela Prefeitura de Niterói para contato com a população. Devido às restrições da pandemia da Covid-19 e seguindo os protocolos sanitários estabelecidos, as equipes foram divididas.

Carol Basílio, diretora-geral da Secretaria de Acessibilidade, ressaltou a importância desse workshop com a Codim. Ela destaca que a oficina vai abrir portas na gestão pública para pessoas que estão precisando desse serviço.

“A Codim foi o primeiro órgão escolhido devido à importância de suas demandas no atendimento à mulher que tem dificuldades para relatar a situação de violência em que vive e precisava marcar primeiramente com uma intérprete, gerando assim uma espera no atendimento. O workshop é o início de um caminho bem produtivo no avanço do atendimento de pessoas com deficiência auditiva. Estamos tendo todo carinho e sensibilidade para poder desenvolver da melhor maneira possível e poder ampliar esses atendimentos ao público de Niterói. Ter acessibilidade é dar dignidade e autonomia para a sociedade”, afirmou Carol.

Circulo Feminino – A Codim também promoveu, na última sexta-feira (28), o segundo encontro do Círculo Feminino, no auditório do Caminho Niemeyer. A oficina, totalmente voltada para mulheres líderes de comunidades de Niterói, tem o compromisso de empoderar cada uma para que sejam multiplicadoras de novas lideranças femininas. Os encontros acontecerão, ao menos uma vez ao mês, para uma troca de experiências, e incentivo do empoderamento e do protagonismo.

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