Cientistas chilenos recomendam 3ª dose da Coronavac; OMS critica

Cientistas do Chile que testaram a vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório chinês Sinovac, conhecida como Coronavac no Brasil, recomendaram a aplicação de uma dose de reforço nessa 5ª feira (15.jul.2021). Segundo análise dos pesquisadores, os níveis de anticorpos produzidos depois de tomar o imunizante ficaram abaixo do esperado. A OMS (Organização Mundial da Saúde), por outro lado, alerta para a falta de evidências científicas.

Conforme noticiado pela Reuters, os cientistas chilenos afirmaram que a Coronavac tem 1/4 da eficácia na neutralização contra a variante delta. Estudo anterior conduzido na China indicou que o efeito da vacina contra a nova cepa era reduzido em 1/3.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, responsável pela fabricação da Coronavac no Brasil, informou no dia 8 de julho que a necessidade do reforço anual da vacina (diferente da aplicação da 3ª dose) está sendo avaliada.

Contudo, ele reforçou que resultados em testes de laboratório são promissores contra a xepa delta, apesar de ainda faltarem os resultados da aplicação na prática.

Em março deste ano, o presidente da Sinovac afirmou que a empresa estava trabalhando em uma atualização do imunizante, sem mencionar uma possível dose de reforço.

RIO DE JANEIRO

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), anunciou nessa 5ª feira (15.jul.2021), que a Prefeitura analisa a necessidade de uma dose de reforço para idosos, que seria aplicada em outubro.

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. explicou que a aplicação de uma 3ª dose em idosos ainda está em discussão. “A gente tem que garantir que essa população, que é uma população que tem mais dificuldade de imunizar, de produzir anticorpos, esteja devidamente imunizada”, falou. “Ainda faltam algumas análises, mas é importante que a Prefeitura se planeje”, disse Soranz.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou para a não existência de estudos conclusivos sobre a necessidade de uma 3ª dose ou dose de reforço de vacinas contra a covid-19 autorizadas no Brasil.

Os estudos que buscam investigar os efeitos de uma dose adicional dos imunizantes contra a covid-19 são desenvolvidos pelos laboratórios farmacêuticos. Até o momento, a Anvisa recebeu 2 pedidos de autorização para pesquisas clínicas desse tipo: da Pfizer e da AstraZeneca.

Um dos objetivos dessas pesquisas é investigar a proteção contra variantes do novo coronavírus.

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