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Cidade do Rio volta a negar presença de público em estádios de futebol

A Prefeitura do Rio voltou a negar nesta sexta-feira (20) qualquer possibilidade de liberação de público em estágios no atual cenário de aumento de casos confirmados de Covid-19, provocado pela disseminação da variante Delta no município.

Assim, o Flamengo, semifinalista da Taça Libertadores da América, não poderá enfrentar, diante de sua torcida na cidade, o Barcelona de Guayaquil, do Equador, em busca de uma vaga na decisão. 

Durante a apresentação do boletim epidemiológico semanal, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, considerou uma discussão o sobre o tema descabida no momento. Em meio a pandemia, o Rio de Janeiro recebeu jogos com o Maracanã liberado para 10% de sua capacidade de público em duas ocasiões: na em janeiro, na decisão da Taça Libertadores da América, vencida pelo Palmeiras, e em julho, na final da Copa América, conquistada pela Argentina. 

No entanto, neste momento, o Rio de Janeiro é a cidade com mais casos confirmados da variante Delta e, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, a linhagem originária da Índia é responsável por 53% dos casos, superando a Gama, de Manaus. 

“Acho que as pessoas não estão entendendo o momento que estamos vivendo. Temos um aumento do número de casos e uma situação preocupante. É impossível ficar discutindo público em estádio. As pessoas têm que ter um mínimo de empatia e entender o que está acontecendo na cidade onde as medidas restritivas foram renovadas. É preciso entender o momento que a gente vive. Temos mais de 800 pessoas internadas (com Covid-19) e um esforço imenso para que as pessoas de vacinem”, afirmou Soranz. 

 O secretário destacou ainda qual comportamento esperava que clubes e torcedores tivessem neste momento, que é o de pico de casos confirmados de Covid-19 na cidade ao longo de 2021. 

“Acho que o movimento que deveria ser feito pelas torcidas, pelos times, é verificar quem se vacinou, o percentual de pessoas vacinadas entre seus torcedores, se todos os seus jogadores se vacinaram. Esse é o movimento que se espera de uma sociedade que entende o momento que vive”, concluiu. 

No dia 30 de julho, o município havia libertado os mesmos 10% de presença de público para o jogo da volta entre Flamengo e Olímpia, pelas quartas de final da Libertadores. O total seria equivalente a cerca de 7,2 mil torcedores. No entanto, o rubro-negro rejeitou a proposta, por considerar a operação do estádio financeiramente inviável neste patamar. 

Na ocasião, o clube rejeitou a proposta e continuou a levar seus jogos para o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, onde o rubro-negro tem mandado seus jogos. O governo do Distrito Federal, um dos patrocinadores do clube, por meio do banco distrital, liberou a presença de até 25% da capacidade do equipamento esportivo.

O Plano de Flexibilização anunciado pela prefeitura em 30 de julho previa para dois de setembro a liberação de 50% da capacidade de público nos estádios, desde que os torcedores tivessem esquema vacinal completo, usassem máscaras e álcool em gel. Para isto, a cidade precisava ter alcançado a meta de vacinar 77% da população com a primeira dose e 45% com a segunda, e que os indicadores da pandemia permanecessem estáveis. 

Dias depois, Soranz anunciou que a meta de flexibilização passara para 50% das pessoas com esquema vacinal completo. Desde então, o município não apresenta mais uma data prevista para essa flexibilização, devido ao aumento de casos confirmados e de internações provocados pela linhagem originária da Índia. 

Na quinta-feira (19), o Barcelona de Guayaquil empatou em 1 a 1 com o Fluminense, no Equador, garantiu classificação para a semifinal e será o adversário do rubro-negro. Palmeiras e Atlético-MG se enfrentam em busca da outra vaga na decisão.

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