Chamusca enxerga boa atuação do Botafogo contra o Náutico, mas fica na bronca com arbitragem

O Botafogo sofreu a primeira derrota na Série B, na tarde deste domingo, ao perder para o Náutico por 3 a 1, nos Aflitos, pela quinta rodada. O time de Marcelo Chamusca conseguiu fazer um jogo equilibrado e criou chances claras de gol, mas foi prejudicado pelos erros individuais, como nos dois pênaltis imprudentes cometidos pelo lateral-esquerdo Paulo Victor.

Em entrevista coletiva ao fim da partida, o técnico analisou o resultado e falou sobre os lances que levaram o Botafogo ao revés em Recife. Apesar dos dois pênaltis desnecessários e dois gols no fim, Chamusca colocou a derrota na conta da arbitragem.

– Nós tivemos uma boa atuação. Se você observar a estatística, nós fomos mais assertivos. Finalizamos mais no alvo do que o adversário. O Náutico finalizou quatro vezes, com dois pênaltis. O Botafogo acertou oito finalizações. Tivemos na maior parte o controle do jogo, as melhores chances. No escanteio que o árbitro deu, eles foram felizes e fizeram o gol. Náutico tem bom batedor e jogadores que ocupam o espaço e atacam a bola. Se a gente for falar de desempenho, saio com sentimento positivo. A gente performou, competiu, teve espírito.

– O resultado é ruim, mas dentro da normalidade da Série B. O Náutico não é líder por acaso. Perdemos com interferência da arbitragem. O que aconteceu aqui hoje fora do campo beira o absurdo. Tinha representante da federação pernambucana escondendo a bola. No intervalo, o árbitro não conseguiu sair pelas pressões. No segundo tempo, ele marcou dois pênaltis. A competição é assim.

Marcelo Chamusca em Náutico x Botafogo — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

Com a derrota, o Botafogo cai para a quarta colocação, com oito pontos. Com o jogo contra o CSA adiado, o time só volta a campo às 16h30 do próximo sábado, quando vai enfrentar o Sampaio Corrêa, no Maranhão, pela sétima rodada da Série B.

Outras declarações de Chamusca:

Interferência da arbitragem

– Na minha opinião, interferência total (da arbitragem) desde o início. No início de jogo, ele expulsou Hélio dos Anjos (técnico do Náutico) sem nenhum motivo. Daí em diante ele começou a dar cartão de forma aleatória sem nenhum critério. Ele deu um cartão para o Warley por ter colocado o braço no rosto do jogador do Náutico, depois o Kieza fez o mesmo e ele foi conversar com o Kieza. Na parte disciplinar, horroroso. Na parte técnica: não foi escanteio no primeiro gol que sofremos, quem chutou a bola foi o jogador do Náutico. O gol resultou de escanteio que não existiu.

– O primeiro pênalti é de interpretação, mas tudo bem, podemos falar que o PV foi imprudente, mas o segundo a bola estava fora quando houve o contato. Quando a bola sai o jogo para, isso é uma regra básica do futebol. Arbitragem muito ruim, esse árbitro (Wanderson Alves de Sousa) apitou final do Campeonato Mineiro, conseguiu fazer lambança, que os dois times, Atlético-MG e América-MG, ficaram insatisfeitos. O cara conseguiu apitar mal um jogo que tinha VAR. Um mês depois o cara está apitando um jogo tão importante como Náutico x Botafogo e fazendo lambança. É muito complicado a gente falar sobre o jogo quando o árbitro tem interferência direta no resultado.

Gols sofridos pelo alto

– A gente fez um levantamento dos jogos sob o meu comando. Isso depois do jogo contra o Vila Nova, Coritiba e Remo. A gente tinha uma média de 100 escanteios sofridos e só sofremos dois gols. O percentual de organização de bola parada era muito bom. Sofremos gols contra o Vasco e o Vila Nova. Contra o Londrina, a gente cometeu um equívoco. Aqui, apesar de não ter acontecido o escanteio, se o juiz marca o escanteio, a gente não sofreria o gol. Houve uma falha de arbitragem. Meu trabalho é termos um posicionamento mais eficiente para não sofremos os gols.

Saída do Chay

– Ele vem de sequência de jogos. A substituição foi mais física do que tática. A gente está tendo um cuidado especial com ele no aspecto fisiológico. Ele sofre um pouco de um jogo a outro. É profissional, se entrada. Hoje preferimos colocar um jogar mais descansado.

Gols sofridos

– Quase 50% dos gols deles foram originados na bola parada. A gente jogou bem os dois tempos. Quando empatamos, estávamos mais perto de fazer o segundo. E aí teve os dois pênaltis. O segundo gol desequilibrou a equipe emocionalmente. No abafa para tentar empatar, a nossa defesa deu uma vacilada e teve um erro coletivo. Quando se sai para empatar, por vezes, se desarruma. Náutico foi feliz e aproveitou.

Lições e jogos fora

– O jogo que a gente menos performou foi contra o Londrina, especialmente o primeiro tempo. Não gostei. Acho que faltou para a gente marcar melhor, ter mais controle, ter a transição mais qualificada. Esse jogo foi um ponto fora da curva. Acho importante vencer fora de casa, eu não faço distinção. Montei o time hoje para ganhar. Temos margem para melhorar. Nos meus últimos dois anos na Série B, tenho bom número de vitórias fora de casa. Temos margem para ganhar ainda fora.

Sentimento do torcedor

– A gente foi contratado para ganhar jogos e subir o Botafogo. Tomar gol no final do jogo faz parte, a gente também já fez. Estamos aqui para tentar mudar o contexto. Sei que o torcedor sofre, o ano passado foi sofrido. O aspecto positivo é que o grupo sente muito o resultado. Vamos trabalhar para melhorar.

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