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Centro Cultural da Democracia da Uerj vai funcionar em prédio histórico

Democracia e cultura se mesclam no novo espaço de memória e história inaugurado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na noite da última quarta-feira (24), no bairro do Catete. O antigo casarão, que pertenceu à Faculdade de Direito da Uerj  no período de 1942 a 1976 e também abrigou a União Nacional dos Estudantes (UNE)  nas décadas de 1980 e 1990, se transformou no Centro Cultural da Democracia. A  cerimônia de abertura foi em grande estilo, com a apresentação de peça teatral comemorando o centenário de Paulo Freire na Uerj, mostra de fotos, vídeos e falas recheadas de emoção.

O local vai ser palco de debates, eventos, atividades musicais, teatrais e de dança, exposições, bem como um lugar de  preservação da memória nacional. “Neste momento em que o Brasil luta pela manutenção da democracia, pela recuperação de direitos, pela preservação da autonomia universitária, da educação, da ciência e da tecnologia, trazer esse prédio de volta à Uerj e dedicá-lo à celebração do estado democrático de direito é algo que nos enche de orgulho”, afirmou o reitor Ricardo Lodi.

De acordo com Lodi, o imóvel está impregnado de valor simbólico, especialmente no que diz respeito à resistência ao período da ditadura militar no Brasil. “Seja pela Faculdade de Direito, seja pela UNE, esse prédio não poderia ter outro destino senão a celebração da democracia do estado de direito. Principalmente para nós da educação, da ciência, da tecnologia, da cultura, e para todos aqueles que sonham, que lutam, que morreram, que perderam suas carreiras por um país mais justo, onde o filho do pobre possa aspirar a um futuro melhor”, ressalta.

Na solenidade estiveram presentes o reitor Ricardo Lodi, o vice-reitor, Mário Carneiro, a pró-reitora de Extensão e Cultura, Cláudia Gonçalves, o pró-reitor de Graduação, Lincoln Tavares, o pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa, Luis Motta,  a pró-reitora de Políticas e Assitência Estudantis, Catia Antonia Silva, o assessor-chefe da Reitoria, Domenico Mandarino, o ex-reitor, Antônio Celso Pereira, a diretora da Faculdade de Direito, Heloisa  Barboza e os ex-diretores Gustavo Tepedino e Maurício Mota, as representantes do Diretório Central do Estudantes, Natália Cardoso e da Associação de Pós-graduandos, Natália Silva, entre outros.

“O Centro Cultural da Democracia terá  um espaço de memória, onde vamos reconstruir a história desse prédio contando a história do Golpe de 1964, salas multifuncionais, biblioteca, local para acervo, um cine-clube, um café. Será um território livre, autônomo, de construção e de pensamento do Brasil, de seus problemas e da democracia”, declarou a pró-reitora de Extensão e Cultura, Cláudia Gonçalves, que ficará responsável pela gestão do local.  “Nossa intenção é resgatar a memória desse país para construirmos um futuro mais feliz”, concluiu.

O espetáculo  “A casa e  o mundo lá fora – cartas de Paulo Freire para Nathercina”, com o coletivo La Barca, que  marcou a abertura do Centro Cultural da Democracia, permanecerá em cartaz, até o dia de 16 de dezembro. A peça se baseia nos relatos do livro de Nathercina Lacerda, sobre a troca de correspondências do educador com uma criança de 9 anos, durante o seu exílio, nos anos 1960, bem como os experimentos em Angicos, no Rio Grande do Norte, primeira cidade a ser alfabetizada por Freire em 1963. As sessões acontecem todas as quartas e quintas-feiras, às 19h30,  com entrada franca, seguindo os protocolos de segurança, como o uso de máscaras e apresentação do certificado de vacinação.

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