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Centrão entra na briga para nomear novo ministro do STF

O centrão quer indicar um novo nome para a vaga aberta no STF, criando uma crise entre o governo de Jair Bolsonaro e líderes de um dos últimos redutos de popularidade do presidente, os evangélicos.

Segundo a Folha, uma articulação dos principais ministros do grupo que comanda a Câmara dos Deputados busca viabilizar o nome de Alexandre Cordeiro de Macedo, o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O problema, para a comitiva pastoral que aconselha Bolsonaro no assunto, é que Cordeiro não passou pelo crivo dela. Aliás, ele pode até se apresentar como evangélico, mas está longe de sê-lo “terrivelmente”, advérbio que o presidente diz ser imprescindível.

Macedo teve sua indicação defendida por Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Fábio Faria (Comunicações), e o tema foi debatido em dois jantares ocorridos na semana passada em Brasília.

A apresentação do novo nome visa romper o impasse em torno do nome do advogado-geral da União, André Mendonça.

Faltou combinar com os pastores. Silas Malafaia, um dos prediletos de Bolsonaro, disse que a nomeação para o STF passará pela liderança evangélica antes. “Estão pensando que vão chegar pro presidente com um nome qualquer, mas o presidente vai perguntar pra gente, e vamos dizer ‘não, não reconhecemos esse cara’”, diz.

Enquanto isto, parte da comissão encarregada de sabatinar Mendonça pressiona David Alcolumbre, seu presidente, para que ele marque a data do depoimento de Mendonça e resolva logo asituação.

Mnistros do STF, a começar pelo presidente Luiz Fux, também pressionam para que Mendonça seja nomeado, porque sua ausência sobrecarrega o trabalho da corte e cria seguidas situações de empates nos julgamentos.

Mas Alcolumbre se mostra irredutível. Senadores e ministros de tribunais superiores conversaram com o senador nos últimos dias e afirmaram que o parlamentar está “determinado” a não pautar a sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A informação foi publicada no site Metrópoles.

Seja como for, é praticamente certo que, com o novo ministro, aumentará o peso conservador na composição do Supremo.

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