Centrão discute com governo meio-termo para Fundo Eleitoral

A base aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem defendido ao governo federal a adoção de um meio-termo para a discussão em torno do Fundo Eleitoral para 2022.

O Congresso Nacional elevou, na votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), a previsão do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, o que levou o presidente a anunciar que vetará o novo montante.

Na tentativa de garantir um valor superior ao da disputa municipal de 2020, dirigentes do bloco do centrão, formado por legendas como o PP, o PL e o PSD, têm defendido a auxiliares presidenciais que o governo federal preveja na LOA (Lei Orçamentária Anual), enviada ao Congresso Nacional até o final de agosto, a previsão de um valor intermediário, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.

O pedido de dirigentes do centrão tem o apoio de integrantes da articulação política do Palácio do Planalto, para os quais seria uma forma de o presidente fazer um aceno à sua base eleitoral sem desagradar o seu bloco de apoio no Poder Legislativo.

Na última quinta-feira (15), o Congresso Nacional aprovou a LDO para 2022. No plenário da Câmara dos Deputados, o texto foi aprovado por 278 votos a 145. Já o placar no Senado Federal foi de 40 a 33. Com o resultado, a matéria seguiu para sanção presidencial.

A LDO determina as metas e prioridades para os gastos do governo para o ano que vem. Entre os principais pontos do texto aprovado, está o aumento dos recursos destinados ao financiamento da campanha eleitoral do próximo ano.

Segundo cálculos dos técnicos da CMO (Comissão Mista de Orçamento), o valor para financiamento público de campanha passará a ser exatamente de R$ 5,73 bilhões, no entanto, esse montante não aparece no relatório final.

Em 2020, foram R$ 2 bilhões, quando foram eleitos prefeitos e vereadores.

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