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Cedae lança edital para obras que solucionam o problema da geosmina

A Cedae publicou, nesta segunda-feira (22), o edital para obras de proteção da tomada de água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu. O objetivo é solucionar o problema da geosmina, impedindo que as águas dos rios Ipiranga, Queimados e Poços se misturem às do Rio Guandu, antes da captação da água que chega para tratamento na ETA Guandu. A licitação da obra, investimento de aproximadamente R$ 132 milhões, será no dia 1º de junho, seguindo o prazo legal de 45 dias úteis.

A companhia vai construir um dique para separar o Rio Guandu e uma estrutura hidráulica levará as águas dos outros rios para um deságue metros após a barragem principal. Esta mudança eliminará de forma definitiva o risco do surgimento da geosmina, responsável por dar gosto e cheiro na água tratada pela Cedae. Como a obra terá duração de 30 meses, a companhia trabalha soluções complementares para evitar o surgimento da substância até sua conclusão. O edital admite inovações no projeto que permitam a redução deste prazo.

Até 2023, a Cedae investirá R$ 870 milhões na modernização do processo de tratamento de água e segurança operacional. Desse total, foram licitados R$ 300 milhões. Destes, R$ 110 milhões estão em execução.  

Sistema de bombeamento recebe ok da Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade

Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Estado de Ambiente e Sustentabilidade (Seas) concedeu autorização ambiental para que a Cedae instale um novo sistema de bombeamento da água do Rio Guandu para a Lagoa Grande (antes da captação da Estação de Tratamento) renovando a água e reduzindo as condições propícias de proliferação da geosmina. A bomba entrará em funcionamento na primeira semana de abril.

Entendendo o problema da geosmina

Pelo segundo verão consecutivo, a água fornecida em diversas regiões do Rio de Janeiro voltou a apresentar cheiro e gosto de terra. A concessionária de distribuição de água responsável, após realizar análises, confirmou a presença de geosmina no Rio Guandu, mas afirma que as concentrações foram inferiores às da crise de 2020. A companhia informou que continuou aplicando carvão ativado para tratar a água.

A Geosmina é um composto orgânico amplamente conhecido pelo agradável cheiro de terra molhada. Essa molécula pode ser sintetizada por alguns microrganismos, tais como as bactérias Streptomyces e Actinomicetos, Cianobactérias (algas azuis) e os fungos.  A presença de Geosmina na água é responsável apenas por causar alterações de cheiro e sabor, mas não mudanças de cor ou turbidez.

A Geosmina não apresenta toxicidade, mas é um indicador da qualidade da água coletada, isso porque as Cianobactérias (algas azuis) têm seu crescimento favorecido pelo aumento da concentração de matéria orgânica devido à poluição por dejetos domésticos (esgoto), fertilizantes agrícolas e efluentes industriais, despejados diretamente em rios e lagos.

Apesar da presença de Geosmina não apresentar efetivamente um efeito tóxico ao organismo, pesquisadores já relataram que a água com gosto desagradável pode causar efeitos psicossomáticos (sintomas causados por alguma instabilidade emocional que vão gerar efeitos físicos no organismo) como dores de cabeça, estresse e náuseas.

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