CASF, de Nova Iguaçu, promove atendimento à distância aos pacientes durante a pandemia

A interrupção no tratamento de uma pessoa que necessita de cuidados especiais pode significar estagnação ou até mesmo retrocesso do quadro evolutivo. Neste ano, em função da pandemia da Covid-19, muitos equipamentos municipais precisaram ser fechados pela Prefeitura de Nova Iguaçu, entre eles o Centro de Atenção em Saúde Funcional Ramon Pereira de Freitas (CASF). No entanto, a unidade adotou o atendimento remoto.

Tal medida teve início em abril, quando o serviço presencial foi interrompido. Desde então, o CASF tem média de 1.900 atendimentos à distância. Mesmo após sua reabertura, o CASF manteve as atividades via internet. “Temos 770 pacientes em atendimento, seja presencial ou remoto. Ainda vivemos uma pandemia e não é adequado ter tantas pessoas simultaneamente na unidade. Então, sempre que possível, realizamos o atendimento remoto mesmo esta não sendo a primeira opção de tratamento. O acompanhamento à distância mantém o tratamento vivo, estimula a todos e garante a proximidade do profissional para melhor orientação ao paciente, dando a ele algum alívio e conforto em relação aos sintomas de suas patologias”, explica o secretário municipal de Saúde, Manoel Barreto.

O CASF oferece virtualmente os serviços de fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia e também as fisioterapias solo, oncológica e respiratória. Na unidade, os profissionais enviam cartilhas ou mensagens por aplicativo de celular com as indicações de atividades e fazem até chamadas de vídeo com os pacientes, que estão em casa. Denise Flávio, diretora do CASF, revela que os desafios deste tipo de acompanhamento são muitos, desde as questões tecnológicas, como uma boa conexão à internet, passando pela complexidade dos casos de cada paciente, até a disponibilidade de acompanhantes para auxiliá-los quando preciso. Apesar disso, ela faz um balanço positivo e vê com bons olhos a manutenção do serviço no futuro.

“Neste momento de pandemia que afeta o mundo, esta ferramenta tem sido muito importante para minimizar os transtornos da ausência completa de tratamento presencial. Acredito que seja possível, após a pandemia, mantermos os atendimentos remotos desde que o profissional responsável pelo paciente opte por este tipo de acompanhamento, sempre de acordo com os protocolos pré-estabelecidos para esta modalidade”, disse Denise, que faz um adendo: “É importante ressaltar que o atendimento remoto não substitui o presencial. Ele é mais uma ferramenta de auxílio aos pacientes”.

O pequeno Luan Miguel Rodrigues da Silva, 4 anos, sofreu uma lesão do plaxo braquial no parto e é um dos pacientes que receberam atendimento virtual. Mãe dele, a cuidadora de idosos Rosemary da Silva Rodrigues, 40, conta que o serviço à distância foi fundamental para a manutenção do tratamento.

“Eu recebia todas as instruções e auxiliava meu filho na fisioterapia e na terapia ocupacional. Certamente não é o mesmo que o atendimento presencial, mas mesmo neste período de tratamento em casa eu pude observar a evolução do quadro dele. Este trabalho virtual do CASF foi muito importante”, garante a mãe de Luan Miguel, que já voltou a ser atendido presencialmente na unidade onde também faz hidroterapia.

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