Casa Civil vai enviar à Alerj proposta para garantir pagamento de auxílio para guias de turismo

Afetados pela crise, profissionais esperam renda emergencial há mais de um ano



Depois de mais de um ano de espera, os guias de turismo do Estado do Rio de Janeiro ganharam uma data para ter previsão do pagamento do auxílio emergencial aos profissionais do setor. Em audiência da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa, realizada nesta sexta-feira (30/04), a presidente Alana Passos cobrou resposta efetiva sobre a regulamentação da lei 8858/20, sancionada desde junho de 2020.

A Secretaria da Casa Civil, então, se comprometeu a enviar à Alerj, em até 10 dias úteis, as ações para garantir uma renda mínima aos guias de turismo do estado.

“Esse pleito é legítimo e o que posso dizer, neste momento, é que nós vamos buscar uma solução urgente e imediata”, afirmou Fábio Serrano, subsecretário da pasta.

Agradecendo a participação de mais de 800 integrantes do setor na reunião, a deputada Alana Passos reforçou o compromisso da Comissão com a pauta e marcou a audiência no dia 17 de maio para o governo apresentar a resposta sobre o pagamento do auxílio para a categoria.

“Não adianta o Legislativo cumprir o seu papel e o Poder Executivo não dar efetividade à lei. Precisamos chegar a um entendimento sobre de forma mais rápida possível. Pedir mais dias, após um ano de espera a quem está passando necessidade, é muito. É mais tempo de fome e contas que não esperam”, enfatizou a presidente da comissão.

O presidente em exercício da Liga Independente dos Guias de Turismo do Rio de Janeiro (Liguia), Everaldo Costa, lembrou que o pagamento é questão de sobrevivência aos guias de turismo do Estado, que representam aproximadamente 30% dos profissionais do setor de todo o país.

“A demora para regulamentar a Lei e dar condições mínimas de sobrevivência para esses profissionais só mostra a falta de vontade política para atender à categoria”, criticou Costa.

Integrante da Comissão, a deputada Célia Jordão desmontou o argumento do representante do governo, de que não haveria previsão de recursos para a concessão do benefício.

“A própria lei já aponta de onde vai sair o dinheiro, do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e do Fundo do Trabalho. Quem tem fome, tem pressa. Sugiro ainda fazermos um requerimento de informação ao governador questionando a data para o pagamento. É um instrumento importante que vai impor um prazo para a resposta”, propôs a parlamentar.

O presidente licenciado da Liguia, Arnaldo Bichucher, destacou o fato de que R$ 166 milhões do Fundo de Combate à Pobreza ficaram sem uso, o que demonstra a falta de iniciativa do governo para garantir o auxílio.

“Se tivéssemos 10% desse valor já resolveria o problema de muitos profissionais que estão há quase um ano sem renda”, comentou Wagner Medeiros, que é guia de turismo e destacou ainda que a sobrevivência dos guias é vital para a retomada do setor.

“Nós necessitamos garantir a preservação da profissão no nosso estado. Somos porta de entrada e o Rio precisa ter um ganho de competitividade no mercado turístico nacional e internacional. Precisamos mostrar para as pessoas que não há um risco sanitário de visitar o estado. Por isso, inclusive, sugerimos a inclusão desses profissionais na lista prioritária da vacinação”, argumentou.

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