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Cariocas e turistas têm domingo sem máscara e sol, mas ainda com medo do coronavírus

 A brisa e o mar sempre combinaram com o estilo de vida carioca, mas não dar bobeira também faz parte do manual de sobrevivência na cidade. Talvez isso explique opiniões divididas, no primeiro domingo com máscaras liberadas pela prefeitura, diante da queda do número de vítimas da Covid-19. Precavidos, nem todos dispensaram a proteção logo de cara, enquanto muitos respiravam aliviados, aproveitando as atividades ao ar livre, na orla da Zona Sul.

Moradora de Copacabana, a contadora Maria Sepúlveda acha que é cedo para liberarem as máscaras, mesmo ao ar livre.

— O percentual de 65 por cento de vacinados ainda é pouco para tirar máscaras. Continuarei usando, pelo menos até chegarmos a 85 por cento de vacinados — disse, enquanto caminhava na orla do Leme.

Um casal de turistas de São Paulo, que também caminhava no calçadão, preferiu dispensar as máscaras.

— A gente espera que dê certo. Dessa forma, ao ar livre, acho tranquilo liberarem as máscaras. A partir do momento que estou conversando com alguém ou em um ambiente fechado, aí acredito que ainda temos que usar — declarou a professora Val de Freitas.

Um encontro entre duas moradoras do Leme que passeavam com cachorros da mesma raça na orla refletiu essa opinião dividida: uma usava máscara e a outra não.

Empreendedora digital, Christiane Altounian diz que ainda se sente mais protegida de máscara:

— Peguei o hábito e vai ser difícil eu tirar. Mesmo vacinada, ainda me sinto protegida com a máscara. Só tiro quando não tem ninguém. Já estou com as duas doses, mas ainda tenho receio. Peguei Covid quando estava com a primeira dose e fiquei mal — lembra.

Já a coordenadora comercial Adriana Cabral está mais confiante com a liberação do item de proteção conta a Covid-19:

— Ainda estou com um pouco de receio, mas estou confiante que está passando. Quando vejo que tem muita gente, mesmo ao ar livre, eu coloco, mas hoje o calçadão está tranquilo. Poder respirar um ar puro dá um alívio. E para o nosso psicológico essa liberação também dá uma confiança de que a pandemia está passando.

Pontos turísticos movimentados

Mesmo sem sol, os pontos turísticos estavam movimentados na manhã deste domingo de feriadão prolongado. As opiniões sobre o uso de máscara dividem até mesmo casais. Ao visitar o Pão de Açúcar, um casal de turistas do Paraná pensava de forma diferente: a mulher usava e o homem não.

— Quando tem muita gente, mesmo em locais abertos, não me sinto segura — disse a enfermeira paranaense Thais Kruger, que não dispensou o item.

Para seu marido, o cientista de dados Luiz Guilherme Ribeiro, a sensação é de alívio.

— Estou mais tranquilo. Moramos em Ponta Grossa e lá ainda não está liberado o uso de máscara. Ter essa liberdade de poder respirar o ar puro do Rio sem máscara não tem preço. Estava ansioso por esse momento — conta.

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