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Capacitação sobre hanseníase na rede de saúde municipal de Mesquita

A ação começou nesta semana, em alusão ao Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase, celebrado em 5 de agosto

Na manhã da última segunda-feira, dia 2 de agosto, foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Saúde uma capacitação voltada aos profissionais de saúde das clínicas da família. O objetivo foi qualificar o atendimento a pacientes com suspeita ou diagnóstico de hanseníase. Para isso, os presentes receberam instruções sobre o acompanhamento, o tratamento e a importância de uma união da rede para um diagnóstico imediato.

A ação foi organizada pela equipe do Programa de Controle da Hanseníase e teve como tema “Hanseníase em tempos de Covid-19”. Coordenadora do grupo, Kátia Almeida explica que, apesar das atenções voltadas aos cuidados contra a Covid-19 em meio à pandemia, é preciso se manter atento aos sintomas da hanseníase. Além disso, debater sobre a doença é importante para que se possam combater também as desinformações sobre ela e seus estigmas.

É difícil tratar sobre o assunto porque, para a sociedade, isso ainda está muito ligado à questão do ‘leproso’. Mas precisamos acabar com esse preconceito”, ressalta Kátia. A capacitação contou com uma palestra do Dr. Fabrício Quintanilha, médico hansenólogo, que trouxe referências históricas sobre a doença e outras informações.

Transmissão e sintomas

A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica e sua transmissão se dá pelas vias aéreas superiores, ou seja, através do espirro, da tosse etc. O primeiro sintoma é o surgimento de manchas que não coçam, não ardem e não doem porque elas alteram a sensibilidade. Assim, muitas vezes não são notadas pelos pacientes, que podem confundir com manchas causadas pelo excesso de sol.

No entanto, é preciso estar atento, pois as consequências da hanseníase vão além de manchas na pele. “Hanseníase não é uma doença de pele, ela ataca o sistema nervoso periférico. As manchas são sintomas, mas não são o problema”, salienta a coordenadora. A hanseníase tem cura, mas pode deixar sequelas irreversíveis se não for tratada.

Tratamento

O Programa de Controle da Hanseníase em Mesquita funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Centro Municipal de Saúde Paraná, na Rua Paraná 557. O atendimento é realizado para os pacientes encaminhados de outras unidades de saúde com lesão sugestiva ou para aqueles que, por conta própria, se direcionam ao programa. Assim, feito o diagnóstico, é dado início ao tratamento, que dura de seis meses a um ano.

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