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Capacitação na saúde de Mesquita em combate à hanseníase

Ação será realizada com profissionais de todas as clínicas da família que estão em funcionamento no município

Profissionais de Mesquita participarão de uma capacitação na saúde sobre hanseníase em agosto. O Programa Municipal de Controle de Hanseníase, que esta à frente da ação, instruirá sobre questões ligadas ao acompanhamento, tratamento e prevenção da doença. Os trabalhos começam na próxima segunda-feira, dia 2 de agosto, para quem atua nas clínicas da família São José, Edson Passos, Jacutinga, Walter Borges, França Leite, Dr. Jorge Campos, Juscelino e Cosmorama. Para isso, as unidades enviarão profissionais ao auditório da Secretaria Municipal de Saúde, às 9h, para se tornarem multiplicadores de conhecimentos sobre hanseníase em seus postos de trabalho.

Capacitar os médicos, enfermeiros e os gestores de cada unidade de saúde é de máxima importância. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são as principais estratégias para combatermos a hanseníase”, explica Kátia Almeida, coordenadora do programa.

A capacitação na saúde continuará no dia 30 de agosto, desta vez para profissionais da ESF Vila Norma, da ESF Maria Cristina, da UBS Banco de Areia, da Policlínica Municipal Celestina José Ricardo Rosa, dos Centros de Atenção Psicossocial, do CEFIR (Centro de Especialidade de Fisioterapia e Reabilitação), do CEO (Centro de Especialidades Odontológicas) e também para os profissionais que atuam no programa “Melhor em Casa”.

Ao abordar o tema “Hanseníase em Tempos de Covid-19”, a capacitação na saúde marca a comemoração pelo Dia Estadual de Conscientização, Mobilização e Combate à Hanseníase, celebrado em 5 de agosto.

Sintomas

Kátia explica que o primeiro sintoma da hanseníase é o surgimento de manchas que não coçam, não ardem e não doem. Por isso, muitas vezes, sequer são notadas pelos pacientes ou confundidas com manchas causadas pelo excesso de sol. “As manchas de hanseníase não têm sensibilidade. Se você espeta um alfinete ali, o paciente não sente”, exemplifica. As consequências da doença, no entanto, podem ir bem além das manchas na pele. “O bacilo de Hansen pode se alojar em um nervo e, por exemplo, causar atrofias ou deformidades em pés, mãos, olhos, nariz, céu da boca e outras partes do corpo. Hanseníase tem cura, mas essas sequelas que ela pode deixar não têm”, explica a coordenadora do programa de hanseníase de Mesquita.

Tratamento

A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores, ou seja, pela tosse, fala, espirro etc. O tratamento dura de seis meses a um ano, mas já a partir de 72h do início a maioria dos pacientes deixa de transmitir a doença. O Programa Municipal de Controle de Hanseníase de Mesquita funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no Centro Municipal de Saúde Paraná. O endereço é Rua Paraná 557, no Centro de Mesquita. O atendimento para hanseníase é realizado tanto para os pacientes encaminhados por unidades de saúde da cidade quanto para os que procuram o espaço por conta própria. Confirmado o diagnóstico, o tratamento é iniciado. E pode ser realizado na unidade de saúde que já atende o paciente, com doses supervisionadas pela equipe do programa.

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