Campos dos Goytacazes na nova etapa de entrevistas e testes rápidos do Ministério da Saúde

Entre os dias 20 e 23 de agosto, Campos participa do quarto ciclo do mapeamento do Ministério da Saúde para estimar o real número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Brasil. Pesquisadores do Ibope Inteligência estarão no município para coletaram testes na residência de campistas. A meta é atingir 250 testes nesta quarta fase.
 
O estudo do Ibope é contratado pelo Ministério da Saúde e coordenado pelo Centro de Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), as equipes vão de porta em porta para coletar dados e fazer teste. A pesquisa é realizada em 133 cidades brasileiras.
 
O quarto ciclo segue a mesma metodologia das três anteriores. Cerca de dois mil entrevistadores do IBOPE Inteligência voltam às ruas, entre os dias 20 e 23 de agosto, para visitar residências e realizar testes rápidos e entrevistas com 250 moradores em cada município incluído no estudo, totalizando amostra nacional de 33.250 participantes somente nesta etapa da pesquisa. (Foto: Rodrigo Silveira/Arquivo)
 
A diretora de Vigilância em Saúde, a médica infectologista Andréya Moreira, destaca que o objetivo é medir o nível de imunização da população.
 
– É importante que os pesquisadores possam coletar os dados, por isso, é fundamental a participação de todas as residências selecionadas. A pesquisa foi contratada pelo Ministério da Saúde para termos informações mais detalhadas sobre a situação de casos, ampliando cada vez mais o conhecimento sobre a doença. Por isso, a importância da participação dos selecionados – destacou.
 
O estudo inclui a cidade mais populosa de cada uma das 133 regiões intermediárias do país, que são divisões do território nacional definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A seleção das residências e das pessoas que serão entrevistadas e testadas ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.
 
Para a pesquisa em cada domicílio é escolhido um morador para participar do inquérito. Durante a visita será aplicado um questionário sobre a existência de doenças preexistentes e possíveis sintomas de Covid-19 nos últimos 30 dias, além da realização de um teste sanguíneo rápido que utiliza metodologia por punção digital.
 
A expectativa é testar cerca de 33 mil pessoas em cada etapa, sendo 250 pessoas em cada município selecionado. Até agora, cerca de 90 mil pessoas já foram testadas em todo o país.
 
O Governo Federal disponibilizou 150 mil testes rápidos que detectam a presença de anticorpos IgM (de infecção mais recente) e IgG (de infecção mais antiga) para o novo coronavírus, a partir de amostras de sangue. Com os resultados do estudo, será possível criar estratégias mais precisas para o combate da pandemia, além de ações e programas de prevenção.
 
Em caso de dúvidas, os participantes podem entram em contato para informações sobre as visitas às casas pelos telefones 0800-800-5000, (11) 3335-8583, (11) 3335-8606; (11) 3335-8610, ou pelos e-mails pesquisa.covid-19@ufpel.edu.br e pesquisa.covid-19@ibopeinteligencia.com.
 
Epicovid19-BR – O estudo que estima o número de casos de infecção por coronavírus no Brasil, e já realizou três fases anteriores financiadas pelo Ministério da Saúde, através de investimento do programa Todos pela Saúde, fundo criado pelo Itaú Unibanco para apoiar o enfrentamento da Covid-19 no Brasil em diversas frentes, entre elas, o suporte a iniciativas de pesquisa científica.
 
– Os números de casos de infecção, internações e mortes por coronavírus se mantêm altos dia após dia no Brasil. Neste momento, precisamos das melhores evidências para embasar ações, preservar a saúde e prevenir mortes evitáveis de brasileiros – diz o epidemiologista e coordenador geral do estudo, Pedro Hallal.
 
O Estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (Epicovid19-BR), coordenado pela Universidade Federal de Pelotas, é a maior pesquisa populacional em andamento no mundo a estimar a prevalência de coronavírus. As três primeiras etapas, realizadas de 14 a 21 de maio, 4 a 7 e 21 a 24 de junho, entrevistaram quase 90 mil pessoas. Os dados inéditos permitiram conhecer o comportamento do vírus no Brasil.

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