Campos com queda no número de óbitos pela Covid-19 de idosos acima de 70 anos

Covid-19: Rio anuncia calendário de vacinação para idosos de 70 a 74 anos |  VEJA RIO

A Secretaria de Saúde de Campos, por meio da Subsecretaria de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), observou queda no percentual de óbitos pelo coronavírus entre a população com mais de 70 anos e com mais de 80 anos, em Campos.
Dados da Subpav apontam que, em janeiro deste ano, 58,8% das mortes registradas pela doença ocorreram entre pessoas de 70 anos ou mais. Em maio, este número reduziu para 38,2%. Já entre pessoas de 80 anos ou mais, o percentual que era de 27,7% em janeiro, caiu para 16,4% em maio.
Segundo o subsecretário da Subpav, Charbel Kury, os números registrados em maio de 2021 já são os menores da série histórica.
Para o diretor da Atenção Básica, Rodrigo Carneiro, a redução é resultante da vacinação em massa desse público alvo, iniciada em fevereiro deste ano. Ele disse que não houve redução apenas no número de mortes, mas de casos e internações.
“Temos uma boa cobertura vacinal, fruto do grande número de unidades disponibilizadas para a imunização, oferecendo comodidade para a população”, explicou Rodrigo Carneiro, lembrando que a ampliação da testagem para a Covid-19 também contribuiu para o cenário atual. “O teste do antígeno (nasofaringe) e o sorológico estão disponíveis em seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em sete Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), mediante triagem e consulta com um médico, em caso positivo para Covid. Assim, diminuímos o sofrimento das pessoas que buscam pelo serviço de saúde”.
O diretor falou, ainda, sobre uma possível terceira onda da doença. Segundo ele, não há nada que defina que Campos esteja vivendo uma terceira onda. “A situação atual é de uma queda tênue do número de casos. Para definirmos uma terceira onda, seria necessário aumento do número de pessoas doentes, o que não vem ocorrendo nas últimas semanas”, explicou.
Rodrigo faz um alerta para as pessoas já vacinadas contra a Covid. Ele lembra que as vacinas em geral não oferecem 100% de proteção, com isso, mesmo vacinada, a pessoa pode se infectar. “Quando isso acontece, ela terá um quadro mais leve dos sintomas ou não terá sintomas, mas pode contaminar outras pessoas”.
O diretor ressaltou que o caminho para se acabar com a Covid ainda é longo. Ele defende a vacinação em massa da população, a chamada “imunização de rebanho”, além das medidas de proteção, como manter o distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscaras, que não podem ser abandonadas pela população. Ele reforçou a importância de se evitar aglomeração, principalmente no período do inverno, quando as infecções respiratórias tendem a aumentar.

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