Butantan: acordo para 54 milhões de doses deve ser assinado até sexta-feira (12)

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que aguarda entre esta quinta-feira (11) e sexta-feira (12) a assinatura do acordo com o Ministério da Saúde para o fornecimento de 54 milhões de doses adicionais da vacina Coronavac, que integrarão o plano de imunização contra a covid-19. O número se soma à quantidade já acordada até o momento entre o Butantan e o Ministério da Saúde de 46 milhões de doses do imunizante.

“Já tomamos todas as providências para a produção dessas 54 milhões de doses. Isso já está inclusive no processo de produção lá na China e a partir do final de março devemos receber já os quantitativos de matéria prima”, disse Covas em entrevista à rádio CBN. Segundo informou, o total de 100 milhões de doses deve ser entregue ao Ministério da Saúde até o fim de agosto ou começo de setembro.

Para atender à demanda, Covas anunciou que a produção das doses sofrerá incremento: a partir do dia 23 de fevereiro serão feitas remessas diárias de 600 mil doses da Coronavac ao Ministério da Saúde até que se complete a remessa inicial de 46 milhões de doses contratadas.

Moradora do Recreio, a secretária Renata Fernandes, de 46 anos, trabalha na Ilha do Governador. Para chegar ao trabalho, antes da pandemia, ela costumava pegar os BRTs Transoeste e Transcarioca até desembarcar na Ilha do Fundão, onde fazia conexão com um ônibus convencional, gastando apenas R$ 4,05 na ida e depois na volta. Ela reclama que o tempo de espera para conseguir embarcar num ônibus no Fundão para a Ilha e vice-versa aumentou, e a escassez crescente de coletivos tornou a viagem mais cara:

— Hoje, desembolso R$ 13 na ida e R$ 13 na volta, pois pego dois ônibus comuns e um intermunicipal que circula entre a Barra e a Baixada. Antigamente, a viagem até o Fundão levava cerca de 1h20. Mas desisti do BRT porque passei a perder quase três horas: ou demoravam a passar ou quebravam pelo caminho.

O que piora o quadro no transporte público é a falta de atenção às regras sanitárias para conter a Covid-19.

— No BRT, de manhã, viajo imprensada, ao lado de um monte de gente sem máscara. À noite, preciso de outro transporte para chegar em casa. Mas só tem van pirata. Embarco, e seja o que Deus quiser — relata a auxiliar de enfermagem Margarida de Mello, de 47 anos, moradora de Guaratiba, na Zona Oeste.

Prazo para volta às ruas

Após o dia de paralisação dos rodoviários do BRT, o prefeito Eduardo Paes estipulou um prazo de 90 dias para uma solução que contemple os articulados. Em relação às linhas convencionais, a meta é restabelecer, até o fim de abril, a frota original de 40 linhas que circulam hoje com poucos coletivos ou deixaram de rodar. Os trajetos foram selecionados com base nas queixas de usuários. A prefeitura informou que, em março, fará uma pesquisa de demanda nas estações do BRT em atividade para tentar redimensionar a frota.

Os empresários dizem que o setor está no limite, com a queda do volume de passageiros e a concorrência de outros meios de transporte.

— Temos que discutir com a sociedade, o Ministério Público e a prefeitura qual a mobilidade urbana que queremos, quanto isso vai custar e quem vai pagar. Queremos discutir alternativas, revisão das regras do Bilhete Único ou a intensificação da fiscalização contra o transporte clandestino. Com a pandemia, houve uma queda de até 45% na demanda pelo serviço. Isso gerou um desequilíbrio econômico que afetou ainda mais os consórcios — argumenta o porta-voz do sindicato das empresas de ônibus, Rio Ônibus, Paulo Valente, admitindo que hoje o setor está longe de ter a frota definida pela prefeitura.

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