Brasil é selecionado para a mostra Panorama do Festival de Berlim

O documentário “A Última Floresta”, dirigido por Luiz Bolognesi, vai participar da mostra Panorama, a paralela mais prestigiada da Berlinale, que terá sua edição virtual de 1 a 5 de março.

O diretor retorna ao festival onde exibiu o premiado “Ex-Pajé”, em 2018.

O roteiro de “A Última Floresta” é assinado por Bolognesi e por Davi Kopenawa Yanomami, escritor, xamã e líder político yanomami. O filme denuncia o descaso com indígenas ao longo dos séculos, agravado nos últimos anos com a pandemia de covid-19.

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Última Floresta de Luiz Bolognesi (Foto: Foto: Pedro J. Márquez)

Foram selecionados 19 filmes, a maioria de países da Europa.

Michael Stütz, coordenador da mostra, disse que 2020 é um ano caracterizado por um cinema político combativo.

“Os olhares cinematográficos de cineastas fortes, o novo cinema crítico do Oriente Médio, bem como narrativas indígenas estão definindo pontos focais claros na Panorama. Os cineastas estão assumindo uma posição com suas observações, refletindo sobre os conflitos individuais e traumas coletivos, ao mesmo tempo em que questionam as relações de poder político e interpessoal e desafiam outros a reagirem”, complementou Stütz.

O Festival também anunciou os filmes da mostra Encounters com 12 títulos de 16 países. E os seis títulos da Perspectiva Kino (cinco da Alemanha e uma coprodução Alemanha e França).

OS FILMES DAS MOSTRAS FÓRUM E DE CURTAS-METRAGENS

O Festival também divulgou nessa terça feira (9), os filmes selecionados para a 51ª edição da Fórum, da Forum Expanded (que inclui instalações) e da Berlinale Shorts (curtas metragens).

Com 17 filmes e dando um espaço maior para diretores em início de carreira, a maioria dos títulos da Fórum vem de países da Europa.

O Brasil marca presença com “Se Hace Camino al Andar”, de Paula Gaitán, que integra a lista de Instalações da Fórum Expanded.

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Cena de Esqui (Ski) de Manque La Banca (Foto: Divulgação Berlinale )

E na Fórum participa como coprodutor com o argentino “Esquí”, de Manque La Banca, que investiga as relações trabalhistas numa estação de esqui de Bariloche.

Para a mostra de curtas-metragens foram escolhidos 20 filmes de 17 países, com diferentes linguagens e gêneros incluindo ficções, animações e documentários.

Os brasileiros Bárbara Wagner e Benjamin de Burca foram selecionados com “One Hundred Steps”, mas se trata de uma produção franco-alemã.

Anna Henckel-Donnersmarck, coordenadora da mostra, comentou que a arte – e o cinema em particular – nos permite ver o mundo através de diversos olhares.

“Isso nos ajuda a experimentar a realidade através de várias percepções. Ao mesmo tempo, incorpora outro som, o da audiência; assim, o que é dito pode encontrar eco e continuar a reverberar”, ressalta Anna.

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