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Bolsonaro volta ao Brasil após viagem pela Itália

A viagem de Jair Bolsonaro pela Itália terminou nesta terça-feira, 2 de novembro, quando ele chegou de volta ao Brasil. Foram cinco dias na Itália, para onde foi participar de reunião do G-20 e outros compromissos. No último dia de agenda no país europeu, o presidente participou de uma homenagem a militares brasileiros que morreram na Segunda Guerra Mundial, na qual encontrou o único dirigente da política nacional italiana que o apoia, o senador Matteo Salvini, líder da Liga, sigla de ultradireita. O evento ocorreu em Pistoia, na Toscana. De lá, Bolsonaro pegou o voo de volta ao Brasil, onde chegou à tarde nesta terça-feira.

Na segunda-feira, dia 1º, Bolsonaro esteve em Anguillara Veneta, no norte da Itália, onde viveu um parente distante. Lá, entre outros compromissos, o presidente deu uma entrevista a jornalistas italianos e cometeu uma gafe ao confundir o enviado especial dos Estados Unidos para questões climáticas, John Kerry, com o ator Jim Carrey. Ao falar de encontros que teve com autoridades, ele confirmou que esteve numa reunião reservada com “Jim Carrey” e que não poderia dar detalhes. A declação repercutiu nas redes, e os internautas não pouparam piadas e memes.

A passagem de Bolsonaro por Anguillara Veneta também foi marcada por protestos. Na cidade do norte da Itália, ele recebeu o título de cidadão honorário, mas foi recebido por manifestantes contrários, que chegaram a entrar em confronto com a polícia. Apoiadores também estiveram presentes.

Também durante sua viagem a Itália, Bolsonaro hostilizou repórteres, em Roma, e seguranças agrediram jornalistas brasileiros.

Agora, de volta ao Brasil, Bolsonaro retomará as negociações que definirão seu futuro partidário. Além de PP e PL, o Republicanos oferece abrigo.

— Tem três partidos que me querem. São três namoradas, vamos assim dizer. Duas vão ficar chateadas — disse Bolsonaro.

Homenagem a brasileiros mortos na guerra

Nesta terça, em seu último compromisso na Itália, Bolsonaro deixou uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido e fez um discurso em que se disse “honrado” por pisar pela primeira vez em solo italiano, “terra dos meus antepassados”, e lembrou a histórica relação entre os dois países. Ele mencionou o sacrífico dos brasileiros na Segunda Guerra.

Matteo Salvini recepcionou Bolsonaro. Aos jornalistas, o italiano pediu desculpas ao povo brasileiro pelos protestos contra Bolsonaro na segunda-feira em Pádua e Anguillara Veneta, onde foi concedida a Bolsonaro uma cidadania honorária.

Em razão da imagem negativa de Bolsonaro, isolado no G-20, a presença de Salvini no evento de ontem causou incômodo, inclusive entre os partidos da direita italiana, aliados da Liga. O prefeito de Pistoia (de direita) e o governador da Toscana (de esquerda) não participaram do ato. O bispo local, que tradicionalmente conduz a oração nas festividades, também não apareceu. Um padre de uma paróquia da cidade rezou em seu lugar. Salvini é o político italiano que mais se assemelha à estética e às práticas bolsonaristas. Ele foi o primeiro líder internacional a apoiar Bolsonaro nas eleições de 2018.

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