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Bolsonaro posta vídeo com imagem simbólica de jipe militar em frente ao STF

Do alto da rampa do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Defesa, general Braga Netto, assistiram a pouco mais de dez minutos do desfile militar que passou pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manhã desta terça-feira (10).

Um trecho do vídeo do comboio militar, no entanto, chama a atenção pelo simbolismo diante do contexto atual. Na imagem, postada no Facebook de Bolsonaro, é possível ver o comboio militar passando diante do Supremo Tribunal Federal (STF) entre o presidente e Braga Netto, que observam a cena, ao lado de outras autoridades, na rampa do Planalto.

Dezenas de veículos militares passaram pelo local, incluindo tanques, blindados, caminhões e jipes. O objetivo do desfile, segundo a Marinha, é convidar o presidente para participar de treinamento das três Forças, evento que acontece desde 1988 na cidade de Formosa, em Goiás, mas esta é a primeira vez que o desfile acontece na região central de Brasília.

A exibição militar acontece no mesmo dia em que o plenário da Câmara dos Deputados votará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso e em meio à escaladas de ataques de Bolsonaro contra o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota, a Marinha do Brasil confirmou a realização da Operação Formosa 2021 e afirmou que 14 viaturas ficarão em exposição durante essa terça, em frente ao prédio da Marinha na Esplanada dos Ministérios.

O evento, ainda de acordo com a Marinha, foi planejado antes da agenda para a votação da PEC do voto impresso no plenário da Câmara dos Deputados, “não possuindo relação com a mesma, ou qualquer outro ato em curso nos Poderes da República”.

Nesta manhã, o ministro do STF, Dias Toffoli, negou o pedido de suspensão do desfile militar e remeteu a análise ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que segundo ele, é o responsável por analisar temas relacionados às Forças Armadas.

A PEC do voto impresso já foi negada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na última sexta-feira (6), por 23 votos a 11. 

A Comissão Especial tem caráter consultivo – e não terminativo, e, por isso, o tema foi levado ao plenário por Lira, que classificou o ato como “trágica coincidência”. Parlamentares de diversos partidos, no entanto, classificaram a exibição como uma tentativa de intimidação.

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