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Boa fase e confiança: contra o Vasco, Botafogo busca números inéditos na atual edição da Série B

O Botafogo enfrenta o Vasco neste sábado pela Série B do Campeonato Brasileiro em busca de dois feitos inéditos para a equipe na atual temporada da competição: vencer a terceira seguida, e também completar três jogos sem levar gols.

Para o zagueiro Gilvan, a boa fase se reflete na evolução do trabalho coletivo. Além da chegada do técnico Enderson Moreira, que tem cobrado e trabalhado muito para melhor os números da equipe: marcou 19 gols e sofreu 18 em 14 rodadas.

Gilvan comemora gol do Botafogo sobre o Vasco, na final da Taça Rio — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Contratado justamente por sua experiência na Série B do Campeonato Brasileiro, pelo qual fez bom papel no Atlético-GO e conseguiu o acesso em 2019, Gilvan assumiu o papel de um dos líderes do Botafogo que está em reconstrução. Inclusive, foi capitão da equipe nos últimos jogos com a ausência do também zagueiro Kanu, lesionado.

– Estamos evoluindo com a chegada do professor (Enderson), um cara que cobra bastante e a filosofia do trabalho dele é muito boa. O grupo está assimilando bem, mas é claro que temos muito a melhorar. Acho que nosso momento está melhor, mas temos que manter os pés no chão. Não ganhamos nada ainda e estamos só com 19 pontos. Poderíamos estar melhor – disse Gilvan em entrevista ao site oficial do Botafogo.

Com 19 pontos, o Botafogo ocupa a 11ª posição do Campeonato Brasileiro da Série B. Tem cinco pontos a menos do que o CRB, primeiro time no G-4 da competição.

“Houve uma oscilação no começo, mas espero que agora venham só coisas boas para o nosso grupo”

Se as coisas começaram a melhor para o Botafogo, principalmente no sistema defensivo com dois jogos consecutivos sem sofrer gols, essa é uma conquista que é preciso dividir com todos. Segundo Gilvan, o trabalho para evitar gols começa com a linha de frente da equipe, que tem papel fundamental na marcação do adversário:

– Acho que a melhor defesa começa do ataque. Com Navarro, Diego (Gonçalves) e Marco Antônio, que nos ajudou bastante nesse último jogo. Isso é muito importante, a mentalidade é essa. Tentar não sofrer gol que nossos atacantes vão fazer.

Com dificuldades financeiras e passando por enorme reformulação dentro e fora dos gramados, o Botafogo tem dificuldades para conseguir reforços no mercado. Na zaga, por exemplo, o time ficou com poucas opções após a saída de Sousa. Restaram Kanu e Gilvan, titulares, e Carli no banco. No entanto, o argentino se machucou, e o jovem Lucas Mezenga (19 anos), da equipe sub-20, passou a integrar o elenco profissional.

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Logo Mezenga teve oportunidade de jogar. Primeiro esteve na vaga de Gilvan, suspenso, na derrota por 2 a 1 para o Brusque. E depois nos dois últimos jogos, vitórias sobre Confiança e CSA, jogou no lugar de Kanu, lesionado. Com boas atuações, uma grata surpresa para a sequência da temporada e para o Botafogo tentar chegar ao terceiro jogo seguido sem sofrer gols, avalia Gilvan:

– O Mezenga tem muito a crescer e o vejo futuramente na seleção brasileira. Ele tem grande potencial e o fundamental é que sempre me escuta bastante. Sempre falo com ele e isso o ajuda e me ajuda também passando um pouco de experiência para ele.

Quem também está confiante em uma boa sequência do Botafogo na Série B é o meia Marco Antônio. Autor de um gol na vitória sobre o CSA, o jogador deixou claro que essa precisa ser a pegada da equipe na competição após duas vitórias seguidas:

– A importância de ganhar dois jogos seguidos é porque dá confiança pra fazer o nosso trabalho, é nessa pegada que a gente tem que acreditar. Todo mundo unido, porque só quem pode mudar a história do Botafogo somos nós.

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