Biden passa a frente de Trump na apuração em Michigan e Wisconsin

A manhã desta quarta-feira foi marcada pela virada de Joe Biden nos estados-chave de Michigan e Wisconsin, fundamentais para determinar quem será o novo presidente dos Estados Unidos. De momento, Biden tem 238 votos no Colégio Eleitoral, e Trump, 213 — para vencer, é necessário que cheguem a ao menos 270 de um total de 538 votos no órgão, que elege indiretamente o líder dos EUA.


A primeira noite da apuração terminou em risco de crise institucional depois que o presidente Donald Trump fez um pronunciamento pouco depois das 4h em que se proclamou vencedor e disse que vai à Suprema Corte para parar a contagem dos votos enviados pelo correio, sugerindo que as pessoas estariam votando depois do prazo, o que não é verdade.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou no Twitter que estavam “tentando roubar” a eleição, referindo-se, aparentemente, aos votos postais que, segundo a legislação de vários estados, serão contados mesmo se chegarem às autoridades eleitorais estaduais depois de 3 de novembro, quando a eleição foi encerrada.

Os resultados já contabilizados da eleição indicam uma disputa mais acirrada do que o previsto, que pode demorar para ser definida. Todos os resultados são, por enquanto, baseados em projeções dos principais meios de comunicação americanos — como nos EUA cada estado tem as próprias regras eleitorais, não há um órgão nacional que centralize a apuração dos votos.

Biden passa Trump em Michigan

Joe Biden ultrapassou Donald Trump na apuração em Michigan, liderando por uma estreita margem de três mil votos. No momento, com 90% dos votos apurados, Biden tem 49,3% e Trump, 49,1%. O ex-vice-presidente também continua na frente em Wisconsin. Em ambos os casos, no entanto, a vantagem é muito pequena para projetar um vencedor.

Caso o democrata confirme seu triunfo em ambos os estados e em Nevada, onde também lidera na apuração, chegará aos 270 votos no Colégio Eleitoral necessários para se eleger presidente.

Biden bate recorde e ultrapassa 70 milhões de votos

O democrata Joe Biden ultrapassou, na manhã desta quarta, a marca de 70 milhões de votos absolutos, sendo o primeiro candidato à Presidência dos EUA a fazê-lo. O recorde anterior, de 69,4 milhões de votos, havia sido obtido por Barack Obama em 2008, na eleição contra John McCain.

O Projeto Eleições nos EUA, organizado pela Universidade da Flórida, estima que 160 milhões de pessoas tenham votado neste ano, a maior participação em 120 anos.

Biden chama de ‘ultraje’ declaração de Trump

A diretora da campanha de Biden, Jennifer O’Malley Dillon, chamou de “ultrajante, sem precedentes e incorreto” o discurso em que Trump se declarou vencedor e ameaçou ir à Suprema Corte para parar contagem dos votos pelo correio. As declarações, ela disse, são um “esforço descarado para tirar os direitos democráticos dos cidadãos americanos”.

— Se o presidente cumprir sua ameaça de ir ao tribunal para tentar impedir a tabulação apropriada dos votos, nós temos equipes jurídicas de prontidão e preparadas para serem enviadas e resistirem a esses esforços — afirmou.

Biden passa Trump em Wisconsin

O estado de Wisconsin, um dos mais disputados da noite, divulgou uma nova leva de votos apurados que põe Joe Biden na frente de Donald Trump. No momento, o democrata tem 1.551.268 votos, 49,39% do total, e o republicano, 1.549.127, ou 49,12%.

Maine: Biden é o vencedor, aponta Associated Press

Projeções mostram que o democrata levou os dois votos no Colégio Eleitoral por ter vencido na contagem geral do estado e mais um voto pela vitoria no distrito eleitoral 1. O distrito eleitoral 2 ainda não teve seus resultados divulgados. Por enquanto, Biden repete o desempenho de Hillary Clinton na área.

Associated Press afirma que Biden venceu no Arizona

Democrata é apontado como vencedor em estado conquistado por Trump em 2016 e que, de certa forma, ameniza um pouco as perdas entre o público latino depois dos resultados na Flórida. Ao todo, são 11 votos no Colégio Eleitoral.

‘Nós vencemos essa eleição’ afirma Trump

Em um pronunciamento na Casa Branca, pouco depois das 4h, Trump falsamente se declarou vitorioso na eleição e disse que “um grupo triste de pessoas” estava tentando suprimir a vontade de boa parte dos americanos.

Mesmo aliados do presidente fizeram críticas à declaração de vitória com a apuração ainda em andamento. Chris Christie, ex-governador de Nova Jersey e aliado do presidente, disse que “foi uma má decisão estratégica” neste momento.

Surpresa na Geórgia?

O ponteiro de previsão eleitoral do New York Times mudou sua análise para a Geórgia há pouco mais de uma hora e atualmente indica uma ligeira vantagem para Biden no estado, atualmente de 59%. O estatístico-chefe do jornal, Nate Cohn, foi ao Twitter, onde explicou que muitos votos ainda não contados são de Atlanta, cidade fortemente negra e democrata, o que é especialmente positivo para Biden.

“Um fator importante na Geórgia: muitos dos votos restantes na área de Atlanta são votos antecipados e pelo correio, o que é especialmente bom para Biden. Uma reversão do que temos visto em quase todos os outros lugares [do estado].”

 

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