Aziz decide levantar sigilo de conteúdo de celular de Dominghetti

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado decidiu nesta 3ª feira (06.jul.2021) retirar o sigilo do conteúdo do celular de Luiz Paulo Dominghetti, representante de vendas autônomo que atuou pela Davati Medical Supply na negociação de vacinas com o Ministério da Saúde. Ele depôs à comissão em 1º de julho e, na ocasião, teve seu celular apreendido.

A decisão foi tomada pelo presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), que acatou um pedido feito pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). O senador afirmou que o sigilo não era necessário porque o próprio Dominguetti não teria feito nenhum tipo de pedido de restrição do conteúdo e a comissão também não determinou seu sigilo.

Nós recebemos o conteúdo dessa apreensão e este conteúdo está rotulado como sigiloso. Tendo em vista que o depoente ofereceu essas informações à CPI sem qualquer restrição e ainda o fato de o rótulo de sigilo não ter sido determinado por esta comissão, solicito o levantamento do sigilo do material contido no telefone celular do senhor Luiz Dominghetti, em especial, da troca de mensagens entre ele e o senhor Cristiano [Alberto Carvalho], CEO da Davati no Brasil, notadamente, dos áudios trocados no dia 13 de março de 2021“, disse Carvalho.

À CPI, Dominghetti disse que funcionários do Ministério da Saúde teriam pedido propina para avançar em negociação de compra de vacinas, mas despertou suspeitas dos integrantes da comissão sobre sua atuação e sobre a proposta de 400 milhões de doses de vacinas da Covaxin, de origem indiana, a serem vendidas ao governo.

Mensagens obtidas com exclusividade pelo Fantástico mostram que Dominghetti negociava por dose de vacina uma comissão de US$0,25. O valor é diferente do que o informado por ele durante depoimento à CPI da Covid (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, US$0,20. Ele também menciona negociação com Estados.

O material apreendido pela CPI ainda está sob perícia. Uma análise preliminar, no entanto, segundo a reportagem, já identificou cerca de 900 caixas de diálogos nos aplicativos de mensagens. O material também mostra novos personagens que podem ajudar a montar um suposto esquema irregular de compra de doses de imunizantes.

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