Atirador ‘treinou’ em casa para ataque em igreja

Polícia divulgou imagem de atirador da Catedral com a arma dentro de casa — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Dois áudios gravados pelo atirador que matou cinco pessoas na Catedral de Campinas (SP), em 11 de dezembro, foram divulgados pela Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (20). Em um deles, Euler Fernando Grandolpho afirma que “a alma vai ficar em paz”. Os áudios estavam em um gravador apreendido na casa do autor do crime, e foram gravados em 2016. 

Novos trechos do “diário” escrito pelo atirador mostram que ele planejava a chacina desde 2008, segundo o delegado José Henrique Ventura, do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-2). Além disso, uma foto também apreendida durante as investigações mostra que Grandolpho “treinava” com uma das armas usadas no crime na casa dele, em Valinhos (SP).

Transcrições

Ataque na Catedral de Campinas: 'Minha alma vai ficar em paz', diz atirador em áudio

Ataque na Catedral de Campinas: ‘Minha alma vai ficar em paz’, diz atirador em áudio

  • Mas a minha alma vai ficar em paz, você pode ter certeza disso cara. E quando você lembrar de mim cara, você vai lembrar do seu passado […] Um homicídio [último trecho não fica claro se é a voz do atirador

Ataque na Catedral de Campinas: Atirador fala em áudio sobre cometer ataque em que matou 5

  • Qualquer pessoa que tenha um mínimo de consciência faria o que eu vou fazer. Não tenho dúvida disso. É lamentável chegar nessa conclusão, mas é o que vai acontecer. Eu garanto que a minha alma vai ficar em paz.

Relembre o ataque

Euler Fernando Grandolpho entrou na Catedral, abriu fogo contra fiéis no encerramento da missa, matou cinco pessoas e em seguida cometeu suicídio. Outras três ficaram feridas.

Entre as vítimas, quatro morreram no local. Heleno Severo Alves, 84 anos, foi socorrido ao Hospital Mário Gatti, onde passou por cirurgia, mas não resistiu e teve óbito confirmado no dia seguinte.

Segundo a polícia, o atirador fez tratamento contra depressão e a família temia que ele cometesse suicídio. Ele não tinha antecedentes criminais, estudou publicidade e propaganda e foi assistente de promotoria no Ministério Público de São Paulo onde, segundo o órgão, exonerou-se em 2014.

No dia 14, a polícia divulgou novos trechos do “diário” escrito pelo atirador, onde ele cita “massacre” e a vontade de “fazer algo grande”. Além disso, delegados do caso afirmaram que ele preparava um arsenal, após apreensão de munições e quatro carregadores no quarto dele.

Entre as hipóteses apuradas para explicar o crime estão o fato de Euler ter tido uma espécie de surto psicótico em decorrência de depressão. Segundo parentes e testemunhas que conviviam com ele, o atirador tinha mania de perseguição e teve atritos com vizinhos.

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