Athletico-PR goleia Fluminense por 4×1

Quem olhar somente o placar final na derrota do Fluminense por 4 a 1 para o Athletico-PR, pela oitava rodada do Brasileirão, certamente não conseguirá imaginar o quanto o resultado se mostrou ingrato e amargo por tudo que o Tricolor apresentou nos 20 minutos iniciais do jogo.

O Fluminense entrou em campo no Raulino de Oliveira com uma vitalidade surpreendente. Buscando o ataque desde os primeiros segundos e sendo coroado com o gol de Fred de cabeça no primeiro minuto.

Detalhe: com direito a passe de calcanhar de Yago Felipe e cruzamento de Cazares, que apresentava confiança após marcar na rodada anterior, contra o Corinthians.

Após gol do Fluminense, Fred beija chuteira de Cazares, autor do cruzamento — Foto: Lucas Merçon FFC

O gol não intimidou o ímpeto do Flu, que seguiu no jogo, marcando em cima e vivendo, talvez, um dos melhores começos de partida da temporada.

A sensação era de que o time estava em harmonia e vivendo um inícios dos sonhos – mesmo sem converter as sucessivas oportunidades criadas.

Mas a grande verdade é que futebol é feito de 90 minutos – e não somente 20. E o clube acabou entregando tudo que podia nesta quase metade do primeiro tempo.

Começava ali, então, o pesadelo.

A equipe que vinha martelando no ataque simplesmente sofreu com o desgaste e perdeu totalmente a intensidade.

E o Athletico precisou de pouco para empatar com Richard, que aplicou um drible desconcertante em Nino e contou com falha de Marcos Felipe.

Fluminense Athletico — Foto: Gustavo Oliveira/Athletico

O lance mostrou a vulnerabilidade defensiva tricolor na partida, que foi aflorada no segundo tempo com algumas decisões ruins do técnico Roger Machado, que demorou para renovar o gás do time e ainda mexeu mal.

Quando o Athletico era superior no confronto, o treinador tricolor optou por manter Nenê em campo, apagado na segunda etapa, para colocar Ganso na vaga de Yago Felipe.

A mudança matou a saída de bola tricolor, prejudicou na marcação e ainda contribuiu para que o time – já apático – sofresse ainda mais.

Vitinho comemora em Fluminense x Athletico-PR — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

E o que já era ruim por tudo que o coletivo apresentava, ficou pior quando Vitinho explorou o lado direito tricolor.

O jogador do Furacão se fez valer de noite nada inspirada de Calegari, que ficou exposto na marcação naquela parte do campo durante todo o jogo, para fazer o segundo gol do Furacão.

Pior em campo, Marcos Felipe nem ao menos pulou na bola.

Entregue e sem poder de reação, o Fluminense ainda levou os outros dois gols de Zé Ivaldo, na bola aérea, e Nikão, de pênalti, cometido por Marcos Felipe no último minuto.

Calegari observa Zé Ivaldo comemorar gol em Fluminense x Athletico-PR — Foto: Thiago Ribeiro / Agif

Em uma noite em que o torcedor do Fluminense pensou que iria viver o sonho de vencer e convencer, mas acabou sofrendo com o pesadelo que se seguiu, a equipe de Roger Machado acumulou o quarto jogo seguido sem vitória e demonstrou que precisará de mudanças rápidas para conseguir espantar a má fase e superar também as fragilidades tão expostas diante do Furacão.

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