Atendimento em urgência e emergência por suspeitas de Covid tem queda na cidade do Rio

A taxa de atendimentos na rede de urgência e emergência de casos suspeitos de Covid-19 teve redução na última semana, pelo menos na cidade do Rio. O índice contabiliza a procura da população por atendimento na rede básica em casos suspeitos, tratados como ‘síndrome gripal’, na forma leve, ou ‘Síndrome Respiratória Aguda Grave’. O número de atendimentos na rede básica chegou a bater 541 no dia 5 de abril, mas caiu para 373 atendimentos no início desta semana. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, atribui a leve redução à parada emergencial, que fechou o comércio não essencial por 14 dias.

“A procura de síndrome gripal na atenção primária e pronto atendimento estava aumentando até quinta-feira passada, teve redução e se mantém essa semana. Também começamos a apresentar uma redução de solicitações de internação hospitalares para a central de regulação. Essa redução voltou a acontecer (a última atualização mostra 83 pessoas na fila por um leito). Isso é reflexo dos 14 dias (de parada emergencial)”, comentou Soranz.

A média móvel da procura nas redes de urgência e emergência estava em 529 atendimentos diários no dia 29 de março; 460 no dia 2 de abril; 424 no dia 9 e está em 406. O atendimento diário chegou a bater 573 no dia 22 e estava, até o último dia 11, em 373.

A expectativa é de que a parada emergencial, que durou entre 26 de março e 9 de abril, tenha consequência também na redução de mortes e casos graves. “A gente espera que essa tendência de queda se mantenha, e daqui a 20 dias ela comece a aparecer na redução de óbitos e internações”, afirmou Soranz.

Apesar da leve redução no atendimento básico, a taxa de pessoas em tratamento intensivo permanece em alta. Nesta terça-feira (13), há 745 pessoas em um leito de UTI na rede pública municipal, maior número desde o início da pandemia.

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