Artesãs e educadores de Nova Iguaçu são capacitados a transformar bitucas de cigarro em papel artesanal

Integrantes do Programa Municipal de Artesanato da Prefeitura de Nova Iguaçu e professores da Secretaria Municipal de Educação foram capacitados, de forma inédita no Estado do Rio, a transformar a reciclagem de bitucas de cigarros coletadas no município em papel artesanal. A iniciativa é da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Emlurb), em parceria com a Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (Fenig), e a empresa paulista Poiato Recicla. O evento aconteceu nesta quarta-feira (7), no Patronato.

“A bituca de cigarro causa dois problemas ao meio ambiente: o descarte em solo público e a contaminação das águas pelas gimbas jogadas nos ralos. A empresa paulista descontamina a bituca e depois a transforma em massa de celulose para fazer papel reciclado. Com isso, podemos fazer blocos, agenda e peças de artesanato. De 2019 até agora, já recolhemos mais de 520 mil bitucas em Nova Iguaçu”, afirmou o presidente da Emlurb, Wesclei de Melo Pandim.

Segundo ele, a Emlurb distribuiu 50 caixas coletoras em espaços públicos da cidade, como o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) e a Maternidade Mariana Bulhões. “Com esse material coletado, foram obtidos mais 220 quilos de massa de celulose, que é doada para a Fenig distribuir para os artesãos e para as escolas desenvolverem trabalhos em salas de aula”, acrescentou Wesclei.

Para dar um destino produtivo às bitucas, formada por papel, filtro de acetato de celulose, cinzas e restos de tabaco, a Prefeitura de Nova Iguaçu firmou, em 2019, uma parceria com a empresa Poiato Recicla para transformar esse lixo em matéria-prima para artesãos e secretarias municipais.

“Trouxemos cerca de 20 pessoas, entre artesãs e professoras da rede municipal, para fazer parte desta primeira oficina, que foi comandada pela professora de reciclagem da Poiato Leila Prado”, disse o presidente da Fenig, Miguel Ribeiro. “Estamos empenhados nessa iniciativa de qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para Nova Iguaçu”.

Artesã há 6 anos, Amanda Figueiredo, de 37 anos, foi uma das artesãs capacitadas. Ela, que trabalha com reuso de garrafas de vidro que são coletadas nas praias do Rio e em bairros de Nova Iguaçu, disse que o aprendizado com a massa de celulose proveniente da reciclagem de bitucas de cigarros vai aumentar sua renda.

“Minhas garrafas são pintadas, envernizadas, tornando-se objeto de decoração. Agora vou colocar um cartão feito da reciclagem das bitucas para agradecer meus clientes. Também posso fazer peças de artesanato”, disse a artesã.

Marcos Poiato, empreendedor social e proprietário da primeira Usina de Reciclagem de Guimbas, a Poiato Recicla, também participou do evento.

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