Após uma semana internado, menino de 8 anos baleado na cabeça tem morte confirmada

O menino Kaio Guilherme da Silva Baraúna, de 8 anos, teve a morte confirmada na noite de sábado. A mãe, Thais Silva confirmou que o menino não resistiu. Ele estava internado em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

Na terça-feira (19), a equipe médica realizou exames neurológicos em Kaio Guilherme e os resultados foram inconclusivos. Thais contou que os médicos precisariam refazer os testes no filho. No sábado (24), foram realizados esses novos procedimentos para conferir o fluxo sanguíneo, que confirmam a morte.Nas redes sociais, familiares e amigos lamentaram a morte do menino. Ainda não há informações sobre o enterro.

Vítima de bala perdida

Kaio foi baleado na cabeça, na tarde de sexta-feira (16), enquanto participava de uma festa infantil, em um centro de reforço escolar, na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio. O menino aguardava na fila para fazer uma pintura artística quando a mãe do menino, professora na unidade, o viu caído no chão.

No sábado (17), Thais contou que não tinha nenhum confronto na comunidade naquele momento. “No primeiro momento pensamos que foi uma queda, mas depois ficamos sabendo que havia uma perfuração, sendo que não tinha confronto na comunidade. Não ouvimos tiro nenhum e por isso acreditamos que tenha vindo de outro lugar”, afirmou Thaís.


A dona da escolinha de reforço, Andrezza Lima, que também estava na confraternização, disse que o menino foi socorrido por um vizinho, e que não desconfiou que Kaio havia sido baleado por não ouvir nenhum disparo no local.

Cem crianças baleadas no Rio

Um levantamento da plataforma Fogo Cruzado mostrou que 100 crianças foram baleadas na Região Metropolitana do Rio entre 2016 e 2021. O estudo também apontou que Bangu foi o bairro com mais crianças atingidas nestes quase 5 anos, foram cinco vítimas. E a Vila Aliança, comunidade que Kaio foi baleado, empatada com o Morro do Juramento, foi a comunidade com mais vítimas, foram três em cada.

Das 100 vítimas com idade inferior a 12 anos, mapeadas pelo Fogo Cruzado, 29 não resistiram. Do total de vítimas, 39 foram baleadas em ações onde havia a presença de agentes de segurança. Destas, 10 morreram.

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