Anvisa aprova para uso emergencial 3º tratamento para covid-19

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta 5ª feira (13.mai.2021) o uso emergencial da associação de banlanivimabe e etesevimabe contra a covid-19. A combinação é o 3º tratamento aprovado pela agência contra o o coronavírus.

Banlanivimabe e etesevimabe são anticorpos produzidos em laboratório. A Anvisa alerta que os 2 não se mostraram eficazes contra a variante brasileira do Sars-Cov-2, mas argumenta que a combinação “se trata de um medicamento estratégico, com perfil de segurança favorável e dados relevantes no tratamento da covid-19”.

A combinação reduziu 70% as internações relacionadas à covid-19 e as mortes associadas a qualquer causa, de acordo com estudo clínico. A segurança continua em avaliação através de outras pesquisas.

Os pesquisadores observaram reações graves na administração de banlanivimabe (acompanhado ou não de etesevimabe). Por isso, os pacientes devem permanecer em observação por pelo menos uma hora após receber o tratamento.

APLICAÇÃO E PÚBLICO-ALVO

O banlanivimabe e etesevimabe são injetados em conjunto, em dose única, para casos leves ou moderados. A recomendação é que os 2 anticorpos sejam administrados em pacientes que não estejam internados e que não precisem de oxigênio no tratamento; mas que apresentem alto risco de progredir para a forma grave da doença.

A combinação é indicada somente para pessoas com 12 anos ou mais que pesem, no mínimo, 40 quilos. A aplicação deve ocorrer apenas em ambiente hospitalar.

OUTROS TRATAMENTOS

A Anvisa também aprovou, em 12 de março, o uso do antiviral remdesivir, da Gilead. Os pacientes devem estar com quadro de pneumonia e precisarem de oxigênio, desde que já não estejam entubados.

Em 20 de abril, a agência também liberou a combinação de outros 2 anticorpos, o casirivimabe e imdevimabe, produzidos pelas farmacêuticas Regeneron e Roche. A combinação consegue neutralizar a variante brasileira.

Todos os medicamentos aprovados para tratar covid-19 até o momento só podem ser administrados em ambiente hospitalar, mesmo no caso de pacientes não internados. Ou seja, o paciente deve buscar o hospital para ser medicado.

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