Análise: em busca de evolução e do time ideal, Botafogo eleva moral com vitória sobre o Coritiba

O Botafogo ainda tem uma margem grande de evolução. A constatação foi feita pelo técnico Marcelo Chamusca após a vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na noite do último sábado. O time alvinegro não foi muito superior, mas também não deu chances para o adversário na segunda rodada da Série B. Mesmo longe de fazer um jogo perfeito, o Bota merece e deve comemorar os três pontos diante de um dos principais concorrentes ao acesso.

Marco Antonio e Chay garantem vitória do Botafogo sobre o Coritiba — Foto: André Durão/ge

O primeiro tempo foi ruim. O Botafogo até começou o jogo com intensidade e pressão e finalizou três vezes nos primeiros dez minutos, obrigando Wilson a fazer duas defesas, mas logo abaixou a marcação e deixou o Coritiba equilibrar as ações.

As mudanças iniciais de Chamusca indicaram um Botafogo mais ofensivo, com Chay assumindo a ponta esquerda e Marco Antonio escalado no meio, com a responsabilidade de armar as jogadas. Mas não teve sucesso. Já o atacante fez bom jogo e intensificou as chegadas pelo lado esquerdo, com o bom apoio de Paulo Victor. Diferentemente das últimas partidas, Ronald foi pouco acionado e não conseguiu impor o mesmo ritmo na direita.

Melhores momentos de Botafogo 2 x 0 Coritiba pela Série B

Luis Oyama fez sua estreia com a camisa alvinegra. Apresentado na última semana, o volante foi seguro defensivamente, mostrou bom passe e tem experiência na Série B, o que pode ser bem aproveitado pelo Botafogo, que ainda tem dois reforços se preparando para a estreia – Barreto e Rafael Moura – e segue no mercado (o ponta Diego Gonçalves deve ser anunciado em breve).

Marcelo Chamusca já utilizou 36 jogadores em 19 jogos, mas segue fazendo os testes e ainda é difícil enxergar o time titular do Botafogo. Esse tem sido um dos problemas do time, que dominou poucos adversários na temporada, oscila bastante e mais uma vez não foi protagonista.

– Apostei numa formação com quatro jogadores de frente e em algum momento o rendimento foi bem interessante. Mas é muito importante entender que estamos recebendo novos jogadores e, à medida que forem participando com maior ênfase, vamos escolhendo – disse o técnico.

Jogadores escalados por Chamusca:

  • Goleiros: Diego Loureiro e Douglas Borges
  • Zagueiros: Marcelo Benevenuto, Kanu, Gilvan e Sousa
  • Laterais: Kevin, Jonathan, Hugo, Paulo Victor, Guilherme, Rafael Carioca e Daniel Borges
  • Meias: Luiz Otavio, Rickson, Ze Welison, Pedro Castro, Matheus Frizzo, Kayque, Ricardinho, Romildo, Luis Oyama, Bruno Nazario, Marco Antonio, Felipe Ferreira e Cesinha
  • Atacantes: Marcinho, Ênio, Warley, Ronald, Davi Araujo, Matheus Nascimento, Rafael Navarro, Matheus Babi, Gabriel e Chay

Sem ser dominante, mas também sem ser dominado, o Botafogo superou o Coritiba nos detalhes e soube aproveitar melhor as situações que o jogo ofereceu no segundo tempo. Uma conversa firme no intervalo fez os alvinegros voltarem mais ligados. Na avaliação de Chamusca, faltava ao Bota usar mais os lados do campo, setor que não tinha boa cobertura do Coxa. E foram nas jogadas dos laterais que a equipe construiu o resultado.

Paulo Victor fez grande jogada individual aos 12 minutos do segundo tempo, deixou os marcadores pra trás e conseguiu escanteio. Na cobrança, o árbitro viu toque de mão de Rafinha e marcou pênalti. Marco Antonio parou em Wilson, mas aproveitou o rebote para abrir o placar.

Importante lembrar: Botafogo tem tido dificuldades nas cobranças de pênalti em 2021. É o sexto pênalti seguido que o time perde, sendo os últimos cinco nas decisões contra ABC (Copa do Brasil) e Vasco (Taça Rio). Antes, Matheus Babi converteu cobrança no 5 a 0 sobre o Moto Club.

O gol deu tranquilidade para o time de Chamusca trabalhar mais a bola e conseguir aumentar o placar na jogada mais elaborada do jogo. O Botafogo recuperou a bola no campo de defesa, contra-atacou em superioridade numérica e, na única boa participação de Ronald, Warley recebeu aberto na direita para cruzar rasteiro e achar Chay livre no segundo poste para marcar.

– Por eles jogarem com saída de três com os laterais avançados, o melhor espaço para transição era justamente nas costas dos laterais. E cobrei muito dos jogadores isso. Treinamos muito durante a semana. Isso faltou no primeiro tempo. Quando conseguimos avançar por ali, conseguimos criar – analisou o professor.

O jovem Paulo Victor fez boa partida contra o Coritiba — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O saldo da etapa final foi positivo. Seguro defensivamente, o Botafogo não precisou se preocupar com o Coritiba e soube matar o jogo no momento certo. O time tem muito a crescer, mas começa bem a Série B. Os resultados positivos elevam o moral e tiram o peso das costas logo no início de um campeonato que será longo e desgastante. A confiança é fundamental para a sequência.

– Ganhar aumenta a autoestima dos jogadores, da diretoria, da torcida. Temos uma margem grande de evolução, mas foi um resultado importante – pontuou Chamusca.

O próximo compromisso do Botafogo será novamente no Rio de Janeiro, contra o Remo, às 18h15 do próximo domingo. Com uma semana cheia pela frente, o elenco vive a expectativa de repetir o bom resultado, mas com uma melhor apresentação.

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