Análise: bola parada é problema grave, mas Cabo ganha opções em vitória com lindos gols do Vasco

Marcelo Cabo mandou a campo um time de reservas e garotos do sub-20 – à exceção de Lucão e Bruno Gomes. Apesar da equipe descaracterizada e de um péssimo primeiro tempo, o Vasco mostrou evolução na construção de uma ideia de jogo no 4 a 2 diante do Bangu. O segundo e o terceiro gols da equipe, com intensa troca de passes e busca sempre do companheiro desmarcado, mostram o que o treinador pretende implementar em São Januário.

Com boas atuações de Cayo Tenório (uma assistência) e Tiago Reis (autor de três gols), Cabo também ganhou opções em um – por ora – elenco curto. O desafio é aprimorar virtudes e corrigir defeitos. Um deles, grave. O alto número de gols sofridos em jogadas de bola parada do adversário.

Jogadores do Vasco comemoram gol de Tiago Reis — Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

A bola na rede, após cabeçada do zagueiro Gabriel Cividini, foi a sexta sofrida na temporada desta maneira – cinco delas foram pelo alto, e o Vasco sofreu 12 gols no total, entre Carioca e Copa do Brasil. É preciso mais atenção para executar o planejado.

– Não adianta desculpa. Tem de trabalhar. Temos uma marcação mista. É uma linha de marcação, setorizando e bloqueando os jogadores adversários. Houve dois problemas. Faltou o primeiro homem da linha e não fizemos o bloqueio dos rivais. O zagueiro deles apareceu nas costas de um marcador nosso – comentou Cabo.

É verdade que o Bangu mostrou pouco futebol, é o penúltimo colocado no Carioca. Ou seja, a exigência não foi muito alta. Mas após a apatia e a troca de passes sem objetividade no primeiro tempo, o Vasco conseguiu envolver o adversário.

O segundo gol foi um exemplo. Em uma saída com três jogadores, Bruno Gomes recuou. Os zagueiros Miranda e Ricardo Graça abriram. Trocaram passes curtos, de um lado a outro. Juninho acompanhou a movimentação e, ao receber, passou por um marcador. Jogada individual. Percebeu Riquelme procurando o espaço vazio: recebeu livre para cruzar para Tiago Reis marcar.

O terceiro gol foi outro exemplo. Andrey lançou Tenório na direita. Ele tabelou com João Pedro. Galarza deu opção de passe. Recebeu. Devolveu a João Pedro e correu puxando a marcação. Cayo continuou avançando e recebeu livre. Teve qualidade de observar e recuar para Tiago, que mais uma fez finalizou bem.

– Eu não gosto de time que joga com bola longa. Ou só com a segunda bola. Isso é circunstância. Eu gosto de time que jogue aproximado, setorizando o jogo, com tabelas, triangulações e ocupação de espaços. E que a gente possa criar mais espaços, trocando corredores, com ultrapassagens dos laterais. Hoje funcionou muito bem – acrescentou Cabo.

Para implementar uma ideia e aprimorá-la é importante conseguir resultados. No Carioca, apesar da vitória, o Vasco é o sexto, com 10 pontos. Passam apenas os quatro primeiros para a semifinal. É preciso mais.

Assim como é fundamental para o clube avançar na Copa do Brasil, uma competição com boa premiação. Na quarta, o adversário é a Tombense, em Minas Gerais. O Vasco vai confiante e com boas ideias.

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