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Alerj apoia criação de núcleo do Projeto Empoderadas no Parlamento Fluminense

No mês da campanha Agosto Lilás de enfrentamento à violência contra a mulher, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), recebeu a coordenadora do Projeto Empoderadas, Érica Paes, nesta quarta-feira (11/08), na presidência da Casa. O deputado demonstrou apoio ao projeto e antecipou que pretende criar um núcleo do Empoderadas na sede do Parlamento Fluminense. “Essa é uma causa muito importante, urgente, e que tem o nosso apoio. A violência contra a mulher chegou a números alarmantes durante a pandemia, e a Alerj tem se mantido aberta às discussões de combate a esse tipo de situação”, afirmou Ceciliano.

“Com a criação de um núcleo na Alerj, vamos conseguir fortalecer todas as mulheres da Casa, dos setores administrativos às deputadas. Ceciliano nos recebeu de forma muito positiva e, agora, vamos pensar como colocar isso em prática”, disse Érica. A coordenadora ainda lembrou que no último ano, no Brasil, durante a pandemia de Covid, uma em cada quatro mulheres foram vítimas de algum tipo de violência, segundo dados do Datafolha encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Ter o apoio da Casa a esse programa e a futura ampliação do projeto é muito importante para o estado”, afirmou.

Com o objetivo de informar às mulheres quais são as principais situações de risco e de que forma é possível sair delas, a iniciativa foi criada em 2019, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O Empoderadas já conta com 21 núcleos em diversos municípios do Rio, entre eles São João de Meriti e Três Rios. “Queremos fortalecer esses núcleos e ampliar as nossas frentes e estamos caminhando para isso. Na próxima semana estaremos lançando o segundo polo na Baixada Fluminense, em Nilópolis”, explicou Érica.

Além de suporte psicológico e jurídico, o programa ainda oferece cursos com técnicas de defesa pessoal, que podem ser utilizadas em casos de tentativas de agressões físicas, e projetos de incentivo ao empreendedorismo. “O nosso objetivo é fornecer ferramentas para meninas e mulheres no combate à violência de gênero. A realização das aulas aproxima as mulheres em situação de vulnerabilidade social do conhecimento, do esporte e, principalmente, do respeito a si mesma”, frisou Érica.

Mais de 250 mulheres foram vítimas de violência por dia, durante o isolamento social, em 2020, no estado do Rio de Janeiro. Cerca de 61% desses casos ocorreram dentro de residências. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP) e fazem parte de um levantamento inédito do Núcleo de Estudos do Instituto de Segurança Pública (ISP) da Mulher. ”Os dados comprovam o quanto é urgente termos uma atuação assertiva nessa área”, concluiu.

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