Acolhidos da casa de passagem em Magé são reintegrados ao Mercado de Trabalho

2021 começou com o pé direito para o João Batista, de 60 anos, e Romário Ferreira, de 33, que vivem na Casa de Passagem de Magé. Isto porque eles voltaram ao mercado de trabalho após ajuda das políticas públicas de Assistência Social, aplicadas pela Prefeitura e, em breve, vão deixar a residência temporária para alcançar a autonomia. 
 
“Eu me sinto muito honrado por ter voltado ao que eu era antes, porque eu sempre trabalhei mas, devido a alguns problemas, me tornei um morador de rua. Devagarinho sempre superei os obstáculos e, dessa vez, com mais ajuda, fui além. Pretendo a cada dia subir mais um degrauzinho, porque estou muito satisfeito com meu trabalho”, contou o novo ajudante de obras do município. 
 
Para Romário, o novo emprego é uma das maiores oportunidades que teve na vida. 
 
“Por onde eu passava as pessoas me criticavam e, hoje, me vejo como nova pessoa, voltando à sociedade, e com meu direito de ir e vir. Estou lutando muito, porque uma das maiores oportunidades que estou tendo está sendo essa. Na rua eu não tinha oportunidade, mas agora vou segurar essa chance com força”, comemorou.  
 
A Casa de Passagem é um lar temporário para pessoas em situação de vulnerabilidade e uma das funções do equipamento é reintegrar os acolhidos ao mercado de trabalho.
 
“Nós recebemos pessoas que ficaram por algum momento desabrigadas, desalojadas ou que estão vivendo alguma situação de vulnerabilidade por um período de até três meses. Nosso objetivo é integrar os acolhidos à sociedade, visando à autonomia daqueles que buscam o serviço”, explicou a coordenadora de Proteção Especial, Juliana Vasconcelos. 
 
O João e o Romário foram reintegrados ao mercado pela política pública de Assistência Social que envolve vários setores, como saúde, educação, trabalho e renda. A oportunidade de trabalhar nos serviços públicos da Prefeitura surgiu pela capacidade e conhecimentos técnicos dos acolhidos. 
 
“Eles viviam em situação de rua, mas sempre nos demonstraram o interesse de não morar na rua e existe essa diferença. Eles só estavam na rua por uma série de questões sociais. Numa abordagem técnica, vimos o interesse deles de trabalhar e o trabalho seria o primeiro passo para que eles alcançassem a autonomia e, a partir daí, vimos as potencialidades de cada um, como seu João que já foi marceneiro e contador, e o Romário que trabalhou com obra e manutenção. Tivemos o cuidado de adequá-los conforme as necessidades, sempre pensando e preservando eles enquanto pessoas e visando ao melhor tanto para eles quanto para o desenvolvimento do trabalho”, finalizou Juliana.

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