Ações ilegais geram prejuízo de R$ 336 bilhões para o país só em 2021

Assunto foi tema de seminário em que se debateu perdas de água e uso irregular de carros pipa 

O Brasil teve um prejuízo de R$ 336,8 bilhões com ações ilegais, no ano passado – o que inclui pirataria, gatos, produtos roubados ou falsos. Deste total, R$ 26 bilhões foram de perdas com ligações irregulares de água e luz. Estes números foram apurados pelo grupo de trabalho Rio Legal, fruto da união da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), da Firjan e da Fecomércio. Na apresentação dos resultados, nesta quinta-feira (4/8), no ‘Seminário Combate ao Brasil Ilegal’, ainda foram destacados a perda de arrecadação de R$ 95 bilhões e os 535,7 mil empregos formais que deixaram de ser criados no país. 

A diretora jurídica da Águas do Rio, Tatiana Carius, participou de painel sobre a interferência do “Brasil Ilegal” em diversos setores produtivos, como logística, audiovisual, combustível e saneamento. “Estamos falando de crimes. E isto precisa ficar muito claro para todos, pois afeta muito a nossa economia. Mas no caso do saneamento é ainda mais grave, pois estamos falando de saúde pública. O sistema de saneamento é pensado de forma coletiva. A participação de todos é o que garante a universalização dos serviços. Estar ilegal ou não pagar a conta impacta diretamente na situação de pessoas que convivem com esgoto em sua porta ou não têm água tratada dentro de casa”, explica. 

Um dos assuntos abordados por Tatiana foi o uso de carros pipa. O que é visto com naturalidade pela população, na maior parte dos casos, é um crime. “O nosso primeiro desafio é comunicar a todos que algo que durante anos fez parte do dia a dia da população é, na maior parte dos casos, ilegal. Clientes que estão ligados à rede formal de abastecimento, caso de toda Zona Sul da capital, por exemplo, não deveriam usar carros pipa”, argumenta. 

Para estar legal, o pipeiro deve ter nota fiscal da compra da água ou um laudo do Inea de potabilidade do local onde a água foi obtida. E mesmo assim, a água do pipa não pode ser colocada na mesma cisterna ou caixa d’água usada pelo sistema formal. “Também já detectamos o uso do pipa como forma de burlar o pagamento de coleta e tratamento de esgoto, pois o valor é calculado baseado na água que passa pelo hidrômetro. É muito complicado falar de cuidados com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, estar burlando a tarifa de esgoto”, comenta Tatiana. 

Ao final do evento foi lançado um manifesto de Combate ao Brasil Ilegal.

Águas do Rio em Ação

Para dar mais transparência às atividades da empresa, o site www.aguasdorioemacao.com.br concentra informações das principais obras realizadas pela Águas do Rio, nos 27 municípios onde atua.

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