66% dos brasileiros são favoráveis ao fechamento de escolas, aponta Datafolha

Dois a cada três brasileiros são a favor do fechamento de escolas para evitar o aumento do contágio da Covid-19, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Os números apontam que, apesar das polêmicas em relação ao combate à doença, a maioria da população ainda é favorável a medidas restrititivas.

De acordo com a pesquisa, a maior parte da população também defende a diminuição do horário de funcionamento de outros estabelecimentos.

Nesta quinta-feira, o governo de São Paulo anunciou que as aulas serão presenciais em 2021 mesmo que as regras da quarentena endureçam. Na pesquisa divulgada pelo Datafolha, 66% afirmaram que são favoráveis ao fechamento de escolas.

Além disso, 55% das pessoas ouvidas disse que são a favor da restrição ao funcionamento de bares, restaurantes e lojas. Ocorre maior divisão em relação ao fechamento de igrejas: 49% são favoráveis a restrições e 49% são contra.

Nas últimas semanas, governos estaduais aumentaram a restrição a esses estabelecimentos, como a proibição da venda de bebidas alcoólicas após determinado horário. A decisão ocorreu em meio a um aumento de internações, casos e óbitos por Covid-19.

A pesquisa Datafolha foi feita entre 8 e 10 de dezembro e ouviu 2.016 brasileiros adultos por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na quarta-feira, a prefeitura de São Paulo anunciou que as aulas presenciais da rede municipal de ensino também estão programadas para serem retomadas em 4 de fevereiro, data agendada para início do ano letivo. De acordo com o secretário Municipal de Educação, Bruno Caetano, apesar de o calendário já ter sido aprovado, ainda está em análise pela vigilância sanitária.

Nesta quinta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quinta-feira que as escolas estaduais irão reabrir para o ano letivo de 2021, independentemente do faseamento do plano de flexibilização da quarentena no estado. Até então, a reabertura das escolas estava prevista apenas se o estado estivesse na fase amarela, a segunda mais branda.

Com as novas regras, mesmo que a quarentena seja endurecida nas próximas reclassificações, avançando para fases mais rígidas, como a laranja e a vermelha, o ano letivo iniciará presencialmente.

O retorno está agendado para o dia 1º de fevereiro. O estado tem observado nas últimas semanas um aumento de internações, casos e óbitos relacionados à Covid-19. Segundo Doria, a decisão foi tomada com base em experiências nacionais e internacionais.

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