30 deputados do PSL devem migrar para novo partido de Bolsonaro, diz líder do governo

Partido Aliança pelo Brasil fará convenção nesta quinta (21) e passou a ser articulado após crise no PSL. Bolsonaro já disse que deve presidir nova sigla.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou nesta quarta-feira (20) que cerca de 30 deputados do PSL devem migrar para o novo partido do presidente Jair Bolsonaro.

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O partido articulado pelo presidente chamará Aliança pelo Brasil e fará a primeira convenção nesta quinta (21), em Brasília.

Nesta terça (19), Bolsonaro disse em uma rápida entrevista que deverá presidir a nova sigla, embora tenha acrescentado que “na política tudo muda”.

“Por enquanto, o presidente [da Aliança] sou eu, mas na política tudo muda”, declarou o presidente na ocasião.

O processo para criar um partido não é simples e, geralmente, leva tempo. É preciso, por exemplo, atender a uma série de exigências, entre as quais obter um número mínimo de assinaturas de apoio em todos os estados.

Crise no PSL

A mudança de partido pelo presidente e por aliados dele acontece após a crise que atingiu o PSL no mês passado.

Em 8 de outubro, Bolsonaro disse a um apoiador para “esquecer” a legenda, acrescentando que o presidente do PSL, Luciano Bivar, está “queimado para caramba”.

A declaração gerou uma disputa entre a ala que apoia Bolsonaro e o grupo de Bivar, levando, por exemplo, à destituição do líder do partido na Câmara, deputado Delegado Waldir.

O grupo ligado ao presidente da República conseguiu colocar no lugar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro.

Processo no Conselho de Ética

Diante da crise instalada no partido, o Conselho de Ética decidiu abrir processos para apurar as condutas dos deputados ligados a Bolsonaro. O presidente da sigla, Luciano Bivar, tem dito que os parlamentares feriram o código de ética da legenda.

Nesta quarta, os deputados enviaram as defesas ao conselho. Para Vitor Hugo, há uma “perseguição política” contra os parlamentares.

“Respeitamos o PSL e todos os seus integrantes, mas discordamos do modo que o partido vem sendo conduzido neste ano”, disse.

“Nada mais fizemos do que buscar, em sintonia com o presidente Jair Bolsonaro, a adoção de medidas de transparência partidária”, acrescentou.

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