Xbox Series X: hacker rouba código fonte de GPU da AMD e pede resgate

Dados internos da AMD, como código fonte relativo ao processador gráfico (GPU) do Xbox Series X, foram roubados por uma hacker, que colocou as informações à venda na Internet por US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões, em conversão direta). Em nota nesta quarta-feira (26), a AMD confirma o vazamento e afirma não acreditar que dados sensíveis façam parte dos arquivos coletados pela invasora. Em todo caso, a responsável pelo ataque publicou amostras do material na plataforma de repositórios e controle de versão GitHub, que foram excluídas da ferramenta à pedido da AMD em seguida. Até o momento, a Microsoft não se pronunciou sobre o assunto.

A pequena amostra de informações divulgadas no GitHub incluía alguns resultados de testes internos da AMD referentes aos novos chips gráficos para PC. Também estava presente outro produto com o codinome Arden – termo interno provavelmente relacionado ao processador gráfico do novo Xbox.

Em entrevista ao site TorrentFreak, a invasora explica que teria hackeado remotamente redes internas da AMD para obtenção das informações. Segundo ela, os dados foram encontrados completamente desprotegidos em servidores da Advanced Micro Devices. Na mesma entrevista, a hacker afirma que, se não encontrar um comprador, irá divulgar todo o conteúdo dos arquivos gratuitamente na Internet.

De acordo com a autora do ataque, o material engloba arquivos de código fonte relacionados ao funcionamento das placas da AMD. As informações poderiam expor a programação interna de drivers e firmwares das próximas GPUs da marca – dados que, na mão de competidores e especialistas, poderiam revelar segredos industriais, técnicas internas e informações sensíveis sobre como as placas gráficas para PC e para Xbox funcionam.

No caso específico do Xbox, a brecha poderia revelar o funcionamento interno do processador gráfico, além de apontar eventuais brechas de segurança no sistema da Microsoft. Na nota oficial em que reconhece o vazamento, a AMD declara que “nós acreditamos que as propriedades intelectuais não são essenciais para a nossa competitividade ou segurança de nossos produtos gráficos”.

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