Volta às aulas presenciais será determinada por estudo técnico da Prefeitura

A Prefeitura de Nova Friburgo divulgou o conteúdo da reunião entre o prefeito Johnny Maycon, representantes do movimento “Volta às Aulas” e de 33 escolas públicas da cidade, realizada na última semana, na sede do Executivo. Na ocasião, Johnny Maycon ouviu os argumentos dos representantes e se comprometeu em fazer um estudo técnico sobre a questão, destacando que um plano de retomada do ensino presencial neste momento em que o município ainda enfrenta a pandemia de Covid-19 depende da análise do impacto das ações, com parecer inclusive das equipes de Saúde.

Entre os argumentos apresentados sobre a possibilidade de um retorno às atividades escolares de forma segura, foram destacados os dados da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre saúde das crianças e adolescentes na pandemia e da Fiocruz. De acordo com o movimento “Volta às Aulas”, o dano causado pela continuidade do fechamento das escolas (10 meses de isolamento) é bastante prejudicial do ponto de vista da saúde mental, física, cognitiva e social e uma possível abertura não traria grandes consequências de transmissão, de acordo com alguns estudos realizados por países como França e Irlanda.

O prefeito considerou legítimo o pleito das escolas particulares e do movimento de pais, mas deixou claro que depende de uma série de análises para propor um plano responsável. Sobre o plano, Johnny Maycon informou que todos os critérios e impactos da retomada serão avaliados em conjunto com o corpo técnico da Saúde, Vigilância Sanitária, da Educação, da área jurídica, entre outras. Além disso, o prefeito reforçou que a ampliação dos leitos de CTI, algo pelo qual está trabalhando, significaria muito para se pensar em uma retomada responsável, gradual e segura.

As subsecretárias de Educação que estão respondendo interinamente pela pasta, Sueli Patti (Administrativa) e Solange Stutz (Pedagógica), reforçaram que a nova gestão assumiu há uma semana e que, desde a transição, as análises sobre a situação da rede e as medidas necessárias para uma possível abertura estão sendo avaliadas com critérios técnicos.

A Defensora Pública Larissa Davidovich, que acompanhou toda a reunião, fez um apelo contundente para que o governo e o setor privado não promovam mais desigualdade econômica, que foi intensificada pela pandemia, e que as redes pública e privada possam retomar as aulas em conjunto.

Também estiveram presentes na reunião a subsecretária de Vigilância em Saúde, Fabíola Bráz Penna, o gerente de Saúde Mental, Felipe Shenquel, e a coordenadora jurídica da área de educação, Sabrina Freitas e, de forma remota, as promotoras do Ministério Público, Denise Motta e Claudia Condack, o presidente do Conselho de Educação, Ricardo Lengruber, além dos diretores do Sindicato das Escolas Particulares e de representantes de escolas privadas da cidade.

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