Vasco vence Bahia por 2 a 1

O tão sonhado tempo para trabalhar veio, mas o Vasco ainda não consegue colher os frutos desta folga no calendário. Após uma semana se preparando para o jogo contra o Bahia, o time não deu qualquer sinal de evolução sob o comando de Alberto Valentim.

A vitória por 2 a 1 não pode mascarar a atuação do Vasco. O time teve um jogador a mais desde meados do primeiro tempo. Mas parecia que a equipe em vantagem numérica era o Bahia, tamanha a desorganização cruz-maltina. O gol de Marrony no fim, quando o time carioca começava a lançar bolas no desespero, foi um alívio para o trabalho de Valentim.

Antes da expulsão do goleiro Douglas, no pênalti que originou o gol do Vasco, o Bahia foi amplamente superior. Finalizou três vezes em três minutos e obrigou Martín Silva a fazer duas defesas salvadoras.

Não foi à toa: a escalação do Vasco, com apenas Willian Maranhão de volante, deixou a equipe extremamente exposta. Havia uma dificuldade enorme na recomposição defensiva – tanto que o empate do Bahia saiu num contra-ataque, com o Tricolor já com um jogador a menos.

A fragilidade defensiva se espelhou no ataque. Após seis jogos de Valentim no comando, o Vasco ainda não tem uma ideia clara de como chegar ao gol. Toca a bola sem objetividade e faz lançamentos na esperança de que Maxi López resolva. O repertório é limitado, e a execução, também.

Como atenuante, há o incrível problema do Vasco com lesões. Na partida contra o Bahia, foram oito desfalques. Valentim ainda não conseguiu repetir uma escalação. Isso dificulta o trabalho, certamente, mas, para sair da luta contra a degola, o Cruz-Maltino precisará se superar e evoluir. Isso ainda não ocorreu. Não dá para contar sempre com um salvador da base.

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