Um terço das armas brancas apreendidas em ação do governo do RJ é encontrado em bueiros

Três pessoas foram esfaqueadas em um dos acessos ao Túnel Rebouças, na Lagoa Rodrigo de Freitas — Foto: reprodução

Um terço das apreensões de armas brancas realizadas pela Marcha da Cidadania e da Ordem, promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro desde agosto do ano passado, foi realizado em bueiros.

De acordo com Cleiton Rodrigues, secretário de Governo e Relações Institucionais, essas facas, canivetes e outros utensílios costumam ser usados nos crimes contra a população.

A ação de ordenamento urbano acontece em bairros da Zona Sul, Centro e Barra da Tijuca. Segundo ele, de 19 de agosto, quando o projeto começou, até o dia 6 de janeiro, foram apreendidas 193 armas brancas. Pelo menos 64 delas estavam escondidas em bueiros.

“Ninguém guarda uma arma branca à toa. Ela guarda para, em algum momento, assustar a população e chegando até possivelmente a um óbito. Coisa que a gente vai evitar”, disse o secretário.

Os agentes também encontraram armas brancas escondidas em jardins, latas de lixo e em árvores. A ação conta com 16 órgãos do Governo do RJ.

Operação intensificada

De acordo com o secretário, a incidência do número de armas brancas apreendidas foi um assunto discutido com o governador Wilson Witzel, que determinou a realização de operações da Marcha da Cidadania tendo, como foco principal, a apreensão deste tipo de armamento.

A expectativa é de que operações noturnas em Copacabana também ajudem a combater o problema.

Armas brancas

O bairro com o maior número de apreensões de armas brancas apreendidas foi Botafogo, com 67 unidades, seguido por Copacabana, com 58. Centro, com 40, e Ipanema, com 17, vêm em seguida.

O quinto lugar é ocupado pelo Leblon, com 9 apreensões.

Na sexta-feira, dia 3 de janeiro, armas brancas foram apreendidas em um bueiro em Copacabana.

Em outubro, 28 facas foram apreendidas na Praça Nelson Mandela e nos arredores, em Botafogo. Segundo o secretário, o deslocamento da população de rua pode explicar a concentração das apreensões lá e em Copacabana.

Expansão

Cleiton Rodrigues destaca que, o foco inicial são os bairros da Zona Sul, Centro e Barra, mas que o projeto de ordenamento urbano deve ser expandido até o fim do ano. A ideia é que as ações atinjam mais bairros e até outros municípios.

“Como o governador sempre diz, o turismo é o novo petróleo do Rio de Janeiro. É capaz de trazer pessoas, renda e emprego. Focamos, em um primeiro momento, nas áreas turísticas, mas temos planos para estender para toda a cidade e até todo o Estado do Rio de Janeiro”.

Segundo ele, o próprio projeto da Marcha da Cidadania e da Ordem, que começaria na reta final do ano passado, foi antecipado justamente por causa de um crime que envolveu uma arma branca. No dia 28 de julho, duas pessoas morreram e uma ficou ferida após serem esfaqueadas por um morador de rua, aparentemente em surto, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Cada ação conta de 50 a 60 pessoas envolvidas, que trabalham em 16 órgãos do Governo do Estado, como as polícias Civil e Militar, Secretaria de Saúde, Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), Secretaria de Educação e outros órgãos, para que a abordagem seja multidisciplinar.

A Prefeitura do Rio participa principalmente com a ajuda da Comlurb, empresa de limpeza urbana.

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