Trump é criticado por continência para general da Coreia do Norte

O presidente americano, Donald Trump, voltou a ser alvo de críticas por imagens nas quais bate continência para um general norte-coreano enquanto o líder Kim Jong-un os observa.

O incidente ocorreu durante a visita de Trump a Cingapura para uma cúpula com Kim esta semana, mas a emissora de televisão estatal norte-coreana divulgou as imagens nesta quinta-feira.

Nelas, é possível ver Kim apresentando Trump ao general No Kwang-chol. O primeiro estende a mão para que se cumprimentem, mas o general não faz o mesmo e, ao invés, bate continência a Trump. Nesse momento incômodo, Trump retorna brevemente a saudação.

Ao “New York Times”, o general aposentado Paul Eaton disse que a atitude de Trump foi inapropriada porque “saúda o Exército do adversário, especialmente um que é responsável por um regime de terror, assassinato e horror impronunciável contra seu próprio povo”.

“Trump faz continência para general da ditadura comunista da Coreia do Norte, o regime menos democrático do mundo, com menor liberdade de imprensa e maior perseguição religiosa, além de cometer crimes de aborto forçado, tortura, infanticídio e estupro”, apontou o colunista do GLOBO Guga Chacra, no Twitter.

O episódio provocou ainda objeções dos críticos de Trump, que já disseram que o presidente se mostrou muito complacente em relação a Kim e a seu regime autocrático, que é acusado de violações graves dos direitos humanos.

“Para surpresa de ninguém, a Coreia do Norte usou nosso presidente para fazer propaganda”, disse o senador democrata Chris Van Hollen no Twitter. “Kim Jong obteve concessões sem assumir nenhum compromisso específico. É repugnante ver Trump dar as costas aos nossos aliados canadenses e depois elogiar Kim e saudar seus generais.”

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que Trump só foi educado:

— É uma cortesia elementar. Quando um oficial militar de outro país bate continência… a pessoa retorna a saudação — disse.

O ex-presidente Barack Obama desatou as críticas dos republicanos quando se curvou diante do imperador japonês Akihito em 2009.

A mídia conservadora também o atacou quando ele se inclinou naquele mesmo ano diante do rei saudita Abdullah, e novamente foi criticado quando bateu continência em 2014 com uma xícara de café na mão.

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