Tratamento para o câncer de mama pode alcançar até 95% de cura com diagnóstico precoce

Em 2013, aos 38 anos de idade, a técnica de enfermagem Thais Pisani descobriu que poderia ter câncer de mama por meio do autoexame. Ela já atuava no Hospital das clínicas de Uberlândia, unidade vinculada à Rede Ebserh, e foi lá que realizou os exames e iniciou o tratamento. No caso de Thais existia a opção de realizar uma mastectomia bilateral para evitar um possível retorno da doença. Cinco anos após o diagnóstico do câncer de mama, ela enfrentou e venceu um tumor no endométrio.

Atualmente, Thais trabalha na sala de ordenha na Maternidade do HC-UFU/Ebserh, auxiliando mães na amamentação. “Adoro trabalhar com amamentação. O que me gratifica é ver o olhar das mães quando começa a sair um mililitro que seja de leite. Me sinto realizada ao ajudar mães a fazer aquilo que não consegui: amamentar um filho. Sinto-me em paz”, relata. 

Para alertar e conscientizar empresas, entidades e população sobre o câncer de mama, foi criada a campanha Outubro Rosa, que estimula a realização de ações direcionadas à prevenção e diagnóstico precoce dessa doença. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, com estimativa de 66.280 casos novos no Brasil apenas neste ano.

A melhor forma de prevenção é o exame da mamografia, como explica a mastologista do Hospital Universitário Antônio Pedro, também vinculado à Rede Ebserh (Huap-UFF-Ebserh), Julia Dias. “Quando diagnosticado na sua fase inicial, é possível alcançar até 95% de cura. Para isso, temos algumas estratégias. A principal delas é a realização regular da mamografia. Recomendamos também o autoconhecimento. Ou seja, a mulher deve estar atenta às suas mamas e, se notar alguma mudança, procurar o mastologista ou médico mais próximo”, afirma a médica.

Para melhorar o diagnóstico precoce do câncer de mama, um grupo de professores e pesquisadores ligados ao Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC/Ebserh) está trabalhando em um projeto que tem como objetivo desenvolver um exame laboratorial complementar àqueles já existentes. O estudo consiste na implementação de um método de identificação de determinadas proteínas (biomarcadores) nas células neoplásicas dos pacientes por citometria de fluxo. A professora Maria Cláudia Santos da Silva, do Departamento de Análises Clínicas da UFSC, coordenadora do projeto, explica que esse método já é usado para diagnóstico de linfomas e leucemias e a inovação da pesquisa, desenvolvida com pacientes do HU, é a implementação desse método de diagnóstico para tumores sólidos. 

Essa é apenas uma das ações da Rede Ebserh voltadas ao combate ao câncer de mama. Outras iniciativas são realizadas durante todo o ano e intensificadas no Outubro Rosa. São palestras, produção de vídeos explicativos, mutirões de exames e cirurgias, ações de prevenção e estímulo a um estilo de vida mais saudável, fator que auxilia a evitar a doença.

Veja algumas iniciativas realizadas pelos hospitais da Rede Ebserh.

Sobre a Rede Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), e, principalmente, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas.

Devido a essa natureza educacional, a os hospitais universitários são campos de formação de profissionais de saúde. Com isso, a Rede Ebserh atua de forma complementar ao SUS, não sendo responsável pela totalidade dos atendimentos de saúde do país.

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