Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos nomeia subsecretária da Mulher

O governador Wilson Witzel e a secretária estaual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, nomearam a delegada Sandra Ornelas como subsecretária da Mulher. A cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (28/1), no Palácio Guanabara.

A secretária Fabiana Bentes explicou que a escolha tem a ver com a experiência de Sandra Ornelas na área de investigação e promoção dos direitos femininos, além de seu relacionamento com o Conselho Estadual da Mulher (Codim).  

– Desde que assumi a pasta, vinha estudando como fazer o melhor atendimento à mulher, em uma composição de engajamento, enfrentamento e promoção dos seus direitos. Além da questão do enfrentamento à violência, que é uma grande preocupação, o trabalho ainda inclui o engajamento da sociedade; esclarecimento dos direitos da mulher; e a questão da mulher no mercado de trabalho, porque muitas mulheres não saem do ciclo da violência por dependência financeira – afirmou.

Segundo o último levantamento do Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgado em 2018, as mulheres continuam sendo as maiores vítimas dos crimes de estupro (84,7%), ameaça (67,6%), lesão corporal dolosa (65,5%), assédio sexual (97,7%) e importunação ofensiva ao pudor (92,1%).

Ligações para o serviço 190 da Polícia Militar, classificadas como crimes contra a mulher, representam 11% das ocorrências, perdendo apenas para perturbação do trabalho e sossego alheios (14,5%). Em 2017, foram registradas 119.887 ligações com ocorrências.

Para a subsecretária, a questão da violência contra a mulher, inclusive o feminicídio, precisa ser tratada com base em dados consistentes.  

– A gente vai trabalhar, fundamentalmente, levantando dados e reunindo informações já existentes de outras instituições. Não vamos reunir dados apenas sobre violência, mas sobre saúde, trabalho e educação. A partir daí, desenvolveremos políticas públicas, além de criarmos um trabalho de integração com o sistema de justiça criminal – disse Sandra Ornelas.

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