Sean Connery, ícone do cinema e 1º James Bond, morre aos 90 anos

O ator escocês Sean Connery, ícone do cinema e primeiro a interpretar o espião James Bond, morreu aos 90 anos nesta madrugada, segundo a BBC divulgou neste sábado (31). Segundo a família do ator, ele morreu durante o sono, nas Bahamas.

Com 94 papéis ao longo de mais de 50 anos de carreira, atuou em sete filmes do “007” nas décadas de 1960, 1970 e 1980 e foi apontado em inúmeras enquetes como o melhor James Bond do cinema.

Connery também atuou no drama “Os intocáveis”, de Brian de Palma, pelo qual venceu o Oscar em 1988 na categoria de melhor ator coadjuvante.

Em 1988, Sean Connery ganhou um Oscar por um papel coadjuvante no filme Os Intocáveis — Foto: Bob Riha/Reuters

Em 1988, Sean Connery ganhou um Oscar por um papel coadjuvante no filme Os Intocáveis — Foto: Bob Riha/Reuters

Entre seus personagens de destaque, estão também o protagonista William von Baskerville no longa “O nome da rosa”, de 1986, adaptação da obra de Umberto Eco, e o professor Henry Jones no filme “Indiana Jones e a última cruzada”, de 1989.

O último trabalho de Connery foi a animação “Sir Billi”, lançada em 2012, na qual ele dublou o protagonista.

De pequenos trabalhos a estrela de cinema

 

James Bond 007 Sean Connery  — Foto: Divulgação

James Bond 007 Sean Connery — Foto: Divulgação

Antes de iniciar a carreira no cinema, Connery fez trabalhos como entregador de leite, operário e motorista de caminhão. Ele chegou a servir a Marinha do Reino Unido por três anos, mas foi dispensado por problemas de saúde.

O escocês também iniciou uma carreira como jogador de futebol e chegou a receber uma proposta do Manchester United, mas não aceitou e decidiu se dedicar à atuação.

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Ele concorreu a mister universo em 1953 (na categoria altura) e, depois disso, conseguiu pequenos papéis em peças de teatro. Participou de seu primeiro filme em 1954, “Lilacs in the spring”.

Em 1957, conseguiu seu primeiro grande papel, no filme “No road back”, um longa de ação sobre gangues. No mesmo ano, participou de outras seis produções, sendo três filmes no cinema, duas séries e um filme para televisão.

Nos primeiros anos da carreira, emplacou sucessos como “Na Rota do Inferno” (1957), “Vítima de uma paixão” (1958), “A lenda dos anões mágicos” (1959), “Até o último gangster” (1961) e “O mais longo dos dias” (1962).

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