Rio deve ter mais chuva hoje, mas não tão forte quanto ontem

Três fatores alimentaram a tempestade que trouxe chuva torrencial e ventos de até 110 km/h ao Rio de Janeiro nesta quarta (6): um sistema de baixa pressão, um cavado e o relevo do município.

Para esta quinta (7), a previsão é de chuva a qualquer hora, ocasionalmente forte, mas sem a potência da tormenta anterior. O alerta vale não só para o Grande Rio, mas também para as regiões dos Lagos e Serrana.

Resumo

A tempestade deixou cinco mortos: dois em Guaratiba, um na Rocinha, um no Vidigal e um no ônibus soterrado na Niemeyer. Quedas de barreira fecharam a Avenida Niemeyer, que não tem previsão de ser reaberta, e árvores caídas afetaram o fornecimento de energia.

Telefones úteis

  • Corpo de Bombeiros – 193;
  • Defesa Civil – 199 (riscos de desabamento)
  • Serviço gratuito de alertas: basta enviar o CEP do imóvel para o número 40199, por mensagem de texto.

Glossário

  1. Sistema de baixa pressão: a grosso modo, é um sugador e formador de nuvens;
  2. Cavado: uma perturbação na atmosfera que potencializa sistemas de baixa pressão;
  3. Relevo: os maciços da Pedra Branca, na Zona Oeste, e da Tijuca, na face voltada para o mar, funcionam como represas de nuvens.

Combinação inesperada

Usualmente, sistemas de baixa pressão estão associados a mau tempo e, sozinhos, são capazes de criar nuvens espessas, pois “sopram” de baixo para cima, jogando o ar da superfície para altas altitudes.

Um desses sistemas estava sobre o oceano, perto da costa fluminense, no fim da tarde de quarta-feira. A previsão do tempo elaborada no início do dia já apontava a chance de chuva forte para a noite, mas não no volume que cairia.

O cavado, porém, aumentou a força da tormenta – e ligou o alerta entre meteorologistas. Agindo a cinco quilômetros de altura, perturbou ainda mais a atmosfera. Com as correntes formadas pela baixa pressão, montou as condições para as intensas rajadas.

Se já era muita água com muito vento, os morros junto à costa “prenderam” as nuvens de chuva nos bairros das zonas Oeste e Sul mais voltados para o mar. Daí o grande volume de chuva em três horas.

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