Relembrando os tempos de Botafogo com Túlio, Alex Alves garante que um dia volta ao clube

Quando se fala em Alex Alves para o torcedor do Botafogo, provavelmente a primeira imagem que vem à cabeça é o gol de letra em cima do Flamengo em 2004. Desde que saiu do Alvinegro, no ano seguinte, o ex-atacante garante que sempre pensou em voltar. No lugar onde diz ter vivido um dos períodos mais felizes como jogador de futebol, o artilheiro da Copa do Brasil de 2004 garante que se não deu para retornar a General Severiano como atleta, que seja como treinador.

– Não estipulo data. É algo muito difícil de se fazer. Eu tenho certeza que vou treinar o Botafogo. Vou voltar no quadradinho do treinador ali. Agora o Botafogo está com mais um treinador da nova geração, que nem eu. Meu momento um dia vai chegar. Eu tenho um bom percurso a percorrer. Talvez mais pra frente, uns dois aninhos, isso é algo que parte de mim mesmo. Uma hora eu sei que isso vai acontecer mas respeitando todos os momentos – disse o treinador que passou de fevereiro de 2018 a setembro de 2020 como técnico da Juventus-SP.

Alex Alves jogou no Botafogo entre nos anos de 2004 e 2005 — Foto: Agência Globo

ge bateu um papo com o ex-jogador, que atualmente continua em campo, mas reservado à área técnica. Companheiro de Túlio Lustosa em 2004 e 2005, Alex Alves conhece bem o gerente de futebol do Botafogo. O técnico define o gerente como uma pessoa muito tranquila e centrada, que não fazia parte da bagunça que ele e Ruy realizavam no elenco.

Desde o momento que desembarcou no aeroporto Santos Dumont para assinar e vestir a camisa do Botafogo pela primeira vez, Alex sentiu-se em casa. As companhias e amizades facilitaram a adaptação e ajudaram a criar o clima de lua de mel que construiu enquanto esteve bem no clube.

– Eu e o Túlio sempre nos demos super bem. Foram dois anos jogando juntos a gente dividia o carro junto pra Niterói junto com Ruy e João Carlos (para treinar no Caio Martins). Ele foi pra essa área de diretor, achei que ele seria treinador, mas acho que ele fez bem. Para ser treinador tem que ser meio “fora da casinha”, ele nunca foi assim. Vai fazer um trabalho excepcional agora no Botafogo. Quando o ex-atleta volta, ele faz de tudo pra deixar ainda mais coisa do que antes.

Alex Alves garante que um dia volta ao Botafogo como treinador — Foto: Agência Globo
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Como técnico, faria algo de diferente no Botafogo?

– Não faria nada diferente do que o Lazaroni está fazendo. É difícil eu falar porque não estou no dia a dia. Você acompanhar pela televisão é a coisa mais simples do mundo. Eu tenho certeza que ele está fazendo um trabalho certo e agora vai ter um pouco de tempo para colocar a filosofia de trabalho dele. Ele pegou um grupo que, por mais que conheça, tinha as características de outro treinador. Agora vai fazer o que gosta em campo. Ainda vai ter que manter um pouco do sistema do Autuori e aos poucos ir encaixando a filosofia de trabalho dele até que tenha um respiro normal para o jogo dele.

Alguém no Botafogo atual que lembre aquele Alex Alves de 2004/2005?

– É diferente. O Matheus Babi é alto, tem passada larga e eu sou um pouco menor (risos). O que eu acho que lembra um pouco é o faro de gol. A bola sempre tá sobrando pra ele, é impressionante, ele tá sempre bem posicionado. O Pedro Raul também é muito bom jogador. O Botafogo daqui a pouco vai encaixar e sair de vez da zona e vai brigar pela Sul-Americana.

E quem pode ser o artilheiro das bolas paradas?

– O Victor Luís bate forte e pega muito bem na bola. É um dos jogadores que bate muito bem na bola. Quem eu acho que bate falta muito bem é o Honda e não está batendo tanto assim. Se a gente for lembrar, ele é um bom batedor de falta que não está tendo oportunidade. Um jogador do quilate do Honda tem que colocar a bola de baixo do braço e pronto. Se tiver um cara que bate melhor, tem que deixar o cara. Mas acho que ele tinha que chamar mais a responsabilidade. Não que ele não chame, mas talvez pegar a bola e dizer “deixa que essa eu bato”.

Opinião sobre o time de maneira geral

– É um time jovem e, como todo time jovem, tem oscilações. Tem jogos que você vai ver e o Botafogo joga bem pra caramba, mas no jogo seguinte não consegue manter aquele padrão de jogo. O Brasileiro é muito difícil, acho que vai continuar oscilando um pouco. Ainda não conseguiu emplacar. Tem usado muito a base pra jogar. Se não fossem os jogadores da base pra salvar o time…

– Quando começa a usar jogadores jovens acaba queimando algumas etapas. Mas tem alguns meninos do Sub-20 que chegam pra resolver no profissional. Tem alguns meninos que estão subindo e precisam resolver. É em um momento difícil, melhor seria se fosse num carioca que é mais tranquilo. Problema é que no Brasileirão não pode dar mole.

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