Protestos reúnem milhares de pessoas em Paris sob cerco da polícia

Milhares de manifestantes, chamados de “coletes amarelos”, fazem protesto pelas ruas de Paris neste sábado (8) pelo quarto final de semana consecutivo. Perto da Champs-Elysées, a polícia jogou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que enfrentaram a polícia gritando “Macron renúncia!”, segundo a AFP. Quase 500 pessoas foram detidas, segundo balanço das autoridades até as 8h (horário de Brasília) deste sábado.

Os agentes antidistúrbios tentaram impedir os manifestantes de passar pela avenida Champs-Elysées a partir de um determinado ponto, perto do Palácio do Eliseu. Por isso, os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar “coletes amarelos” que tentavam de entrar pela rua Arsène Houssaye, adjacente à Champs-Elysées.

Em entrevista ao canal “BFMTV”, a porta-voz da polícia, Johanna Primevert Primevert disse que havia cerca de 1.500 manifestantes na Champs-Elysées e centenas na praça da Bastilha e em Porte Maillot, perto do Palácio do Congresso.

Pela primeira vez em mais de uma década, as forças da ordem em Paris contam com 12 blindados da Gendarmeria (uma das forças militares encarregada da segurança do Estado francês) que podem ser utilizados para atravessar barricadas.

Milhares de manifestantes, chamados de “coletes amarelos”, fazem protesto pelas ruas de Paris neste sábado (8) pelo quarto final de semana consecutivo. Perto da Champs-Elysées, a polícia jogou gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que enfrentaram a polícia gritando “Macron renúncia!”, segundo a AFP. Quase 500 pessoas foram detidas, segundo balanço das autoridades até as 8h (horário de Brasília) deste sábado.

A polícia, que delimitou as ruas por onde os manifestantes poderiam passar, jogou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os que haviam desobedecido a determinação, em uma rua adjacente à Champs-Elysées, perto do Arco do Triunfo.

De acordo com o primeiro-ministro, Édouard Philippe, 481 pessoas haviam sido detidas, das quais 211 ficaram sob custódia. Philippe presidiu na manhã deste sábado uma reunião com os responsáveis de segurança no Ministério do Interior, entre eles o ministro da pasta, Christophe Castaner. Esse número é superior ao total de detenções na capital francesa nos protestos de 1º de dezembro.

Os agentes antidistúrbios tentaram impedir os manifestantes de passar pela avenida Champs-Elysées a partir de um determinado ponto, perto do Palácio do Eliseu. Por isso, os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar “coletes amarelos” que tentavam de entrar pela rua Arsène Houssaye, adjacente à Champs-Elysées.

Em entrevista ao canal “BFMTV”, a porta-voz da polícia, Johanna Primevert Primevert disse que havia cerca de 1.500 manifestantes na Champs-Elysées e centenas na praça da Bastilha e em Porte Maillot, perto do Palácio do Congresso.

Pela primeira vez em mais de uma década, as forças da ordem em Paris contam com 12 blindados da Gendarmeria (uma das forças militares encarregada da segurança do Estado francês) que podem ser utilizados para atravessar barricadas.

Pontos turísticos fechados

ATorre Eiffel e outros pontos turísticos do centro de Paris estão fechados por conta das manifestações. Lojas também não abriram as portas por medo de saques que aconteceram em outros dias de protesto.

As áreas mais sensíveis por serem pontos de concentração dos “coletes amarelos”, como o bairro da Champs-Elysées, as praças da República e da Bastilha, foram fechadas para o tráfego desde o início da manhã.

Grandes museus, como o Louvre, assim como lojas de departamento, diversos mercados e estabelecimentos públicos também não estão funcionando, além de aproximadamente 40 estações de trem e metrô.

Veja alguns dos locais que estão fechados neste sábado:

  • Museu do Louvre
  • Grand Palais
  • Petit Palais
  • Museu do Homem
  • Palácio de Chaillot
  • Cidade da Arquitetura e do Patrimônio
  • Torre Eiffel
  • Duas sedes da Ópera de Paris
  • Palácio Garnier
  • Praça da Bastilha
  • Praça da República

Cerca de 89 mil policiais foram mobilizados em todo o país. Desses, 8 mil estão alocados em Paris, para evitar as cenas da última semana, que contou com carros incendiados e com o Arco do Triunfo pixado com frases contra o presidente Emmanuel Macron.

Segundo a agência EFE, antes dos protestos começarem neste sábado, as autoridades da França detiveram mais de 270 pessoas para impedir preventivamente incidentes violentos durante as manifestações.

As detenções foram sobretudo de grupos suscetíveis em protagonizar atos de violência ou por possuírem objetos que possam ser utilizados para esse fim, mas eles não devem necessariamente ficar presos após feitas as inspeções.

O ministro do Interior, Christophe Castaner, justificou que as prisões foram para impedir que se repetissem os distúrbios ocorridos há uma semana: “Tivemos que dar uma resposta forte”.

Castaner, em entrevista ao canal “BFMTV”, pediu aos “coletes amarelos” que querem fazer valer suas reivindicações “que não se misturem” com os manifestantes violentos, pois “a violência nunca será uma forma de protesto”.

Ele também disse que “o governo estendeu a mão” com a disponibilidade para o diálogo e medidas como a suspensão do aumentos dos impostos sobre o combustível que estava programado para janeiro: “Agora é preciso sentar à mesa e discutir”.

O primeiro-ministro, Édouard Philippe, recebeu na sexta-feira à noite uma delegação de sete “coletes amarelos livres”, um grupo que se reivindica como moderado e que pediu aos seus seguidores que não viajassem para Paris.

Confrontos

No sábado (1º), houve confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, que deixou 130 feridos e mais de 400 detidos. Cerca de 136 mil saíram às ruas naquele dia.

Aumento cancelado

Os protestos foram mantidos apesar de o governo ter anunciado na quarta-feira (5) que desistiu de aumentar os impostos de combustíveis. Inicialmente, a medida seria suspensa por seis meses, mas depois o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse que o aumento não entraria no projeto orçamentário de 2019.

Segundo a imprensa francesa, o presidente Emmanuel Macron tomou a decisão após perceber que a primeira proposta não foi bem recebida pelos “coletes amarelos”.

O movimento

Os protestos começaram em 17 de novembro em oposição ao aumento dos impostos sobre os combustíveis, mas, desde então, se tornaram um amplo movimento contra a política econômica e social do presidente Emmanuel Macron.

O governo, encurralado pelas ruas, suspendeu o imposto sobre combustíveis e congelou os preços da eletricidade e do gás durante o inverno.

No entanto, para os “coletes amarelos”, que ampliaram suas reivindicações, essas concessões foram insuficientes. Contam também com o apoio da maioria dos franceses (68%, segundo a última pesquisa).

Muitos dos “coletes amarelos”, chamados assim pelo adereço fluorescente de segurança que usam, se manifestam pacificamente, mas alguns se radicalizaram. Membros de grupos de extrema direita e de extrema esquerda aproveitam os protestos para enfrentar a polícia, às vezes de forma brutal.

Alguns membros do coletivo fizeram um chamado a não participar de manifestações em Paris para evitar mortes. Até o momento, não foram registradas vítimas diretas, mas quatro pessoas perderam a vida em acidentes relacionados com os protestos.

Algumas embaixadas, como a de Estados Unidos, Bélgica e Portugal, aconselharam seus cidadãos a adiar suas viagens e pediram aos residentes na França a aumentar as precauções.

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