Prefeitura de Belford Roxo discute novo método de avaliação em abertura pedagógica do segundo semestre letivo

A Prefeitura de Belford Roxo, através da Secretaria de Educação, realizou nesta quarta-feira (1), na Igreja de Nova Vida, em Heliópolis, a Abertura Pedagógica do 2º semestre letivo deste ano. Cerca de 450 diretores, professores e especialistas da rede marcaram presença no evento que teve uma palestra com o tema “A Avaliação Escolar na Gestão Democrática: Uma reflexão sobre o papel de cada um”, ministrada pelo diretor geral do departamento de pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, Jorge Najjar. Durante o encontro, o novo modelo de avaliação escolar, que foi regulamentado no primeiro semestre do ano letivo, foi debatido entre os presentes.

Segundo secretário de Educação, Denis Macedo, o progresso na área tem sido positivo. “No início, tínhamos problemas com as avaliações, eram quase duas décadas de atraso. O modelo antigo consistia em conceitos. Agora, temos um sistema moderno, que foi discutido com os profissionais da rede e mais condizente com os sistemas de avaliação que o governo federal utiliza para a Prova Brasil, por exemplo, e para os seus índices de produtividade na educação. Então podemos dizer que avançamos muito com esse novo método”, concluiu o secretário.

De acordo com o diretor do Departamento de Ensino, Moises Silva, a equipe da educação passou os últimos dois anos construindo o novo modelo de avaliação. “O objetivo é valorizar e ajudar o aluno quando o assunto é conhecimento. Nesse novo método, a avaliação é feita por nota, o que permite que os pais e o próprio aluno consigam ver em qual matéria está mais fraco e precisando de reforço. Além disso, os níveis de reprovação caíram”, informou Moises. O diretor lembrou ainda que as aulas voltaram na última segunda-feira (30).

Dissertando sobre o tema “A Avaliação Escolar na Gestão Democrática”, o diretor geral do departamento de pós-graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, Jorge Najjar, destacou a importância do assunto. “Devemos trabalhar a avaliação que seja inclusiva, que dê conta das escolas que queremos para todos. Em minha palestra comentei que antigamente, a taxa de analfabetismo era maior. Mas de uns tempos para cá, a escola se transformou e se tornou para todos, o que resultou em um grande ingresso de alunos. Mas o que as escolas fazem com essas crianças? Isso tem que ser avaliado, pois muitas reprovam ou abandonam”, disse Jorge.

 

Pais e alunos aprovam

A diretora da Escola Municipal Pastor Rubens de Castro, no bairro Xavantes, Natalia Valéria, elogiou o novo método. “Os alunos estão gostando muito, apesar de no início terem apresentado dificuldades. Agora, detectamos e trabalhamos a dificuldade de cada estudante. Ah, os pais também aprovaram”, informou Natalia. “Antes das mudanças serem implementadas, fizemos uma reunião com os pais para apresentá-las. Eles gostaram, pois essa mudança requer mais comprometimento dos alunos”, explicou Elizabeth Nazareth, diretora da Escola Municipal Yolanda Costa dos Santos, no Centro.

De acordo com a diretora da Escola Municipal Manoel Gomes, bairro São Bernardo, Carla Luciana, os pais estão elogiando bastante o novo método e também os kits didáticos. “Nessa volta às aulas os alunos ficaram felizes ao receberem seus novos kits. Os pais estão vendo a mudança e os professores também. Nossa escola está recebendo um banho de melhorias”, disse Carla com um grande sorriso no rosto.

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